15.03.2024 - 08:45 Brasil
Mistério
Eu sei que você vai escalar o Everest. Você me contou pessoalmente no verão passado.
Estão chegando
Alguns montanhistas já estão chegando a Katmandu, enquanto outros já estão na trilha para o Campo Base. No entanto, esses representam um número mínimo. Desde que comecei a fazer a cobertura do Everest, em 2005, toda a logística mudou significativamente. Anteriormente, a grande maioria dos alpinistas chegava a Katmandu por volta do dia 15 de março, fazendo com que a expedição durasse cerca de dois meses.
Com o aperfeiçoamento da preparação para a montanha estar pronta para os montanhistas escalarem, a isso precisamos parabenizar a equipe de logística dos Sherpas, que abre a rota de passagem pela Cascata de Gelo, e outro grupo que instala as cordas do Campo 2 até o Cume. Tudo isso contribuiu para diminuir o tempo de permanência dos alpinistas e guias Sherpas na montanha. Isso é essencial, pois reduz o risco de doenças pulmonares, além do desgaste físico e psicológico.
O grupo de brasileiros da Grade 6 embarcará para Katmandu apenas na primeira semana de abril.
O tal chip
O chip que o governo do Nepal queria tornar obrigatório para todos os alpinistas é na verdade o refletor RECCO. É um sistema de localização e resgate projetado para casos de avalanches, capaz de localizar vítimas através de radar. O sistema é composto basicamente de duas partes: o radar detector e os refletores passivos. Os refletores são pequenos transponders elétricos pesando menos de cinco gramas, armados com uma antena de cobre que reflete os sinais do detector e dobra sua frequência. É coberto por uma camada externa de borracha que lhe dá a aparência de um comprimido e é quase indestrutível. Além disso, não precisa de nenhuma fonte de energia para funcionar. Esse sistema não tem relação com GPS. É muito provável que não se torne obrigatório este ano, como é costume.
13.03.2024 - 12:10 Brasil
A China abriu
Depois de quatro anos, a China volta a liberar expedições estrangeiras na Face Norte do Everest (Tibet). Será que isso ajudará a diminuir o fluxo de alpinistas na Face Sul? Desde 2020, a China fechou seu lado, e todos os alpinistas se viram obrigados a escolher o Nepal como via de escalada.
Era de se esperar
O governo do Nepal havia proibido o uso de helicópteros para o transporte de equipamentos até o Campo 2, com o objetivo de diminuir o tráfego e a poluição. Porém, como já havia previsto em post anterior, eles voltaram atrás, e o transporte de cordas e equipamentos para abrir a rota entre o Campo 2 e o Cume foi liberado. Para explicar melhor, anualmente, o Nepal implementa medidas visando agradar certos públicos de interesse. Quando anunciam a adoção dessas medidas, esse público aplaude e fica satisfeito. Contudo, semanas depois, o Nepal volta a permitir tais atividades... Mas aqueles inicialmente satisfeitos, já estão satisfeitos, então a vida segue normalmente para ambos os lados. Provavelmente, vocês já observaram situações semelhantes em outros âmbitos. Alguns montanhistas chegaram a realizar 7 voos de helicóptero durante a escalada do Everest em 2023... acho que deveriam começar a reduzir os voos por aí.
Conquista do Ama Dablam
A primeira escalada do Ama Dablam aconteceu 63 anos atrás, exatamente no dia 13 de março de 1961, pelos alpinistas: Mike Gill (NZ), Barry Bishop (USA), Mike Ward (ING) e Wally Romanes (NZ), como parte da expedição Silver Hut (1960/61) liderada por Sir Edmund Hillary.
10.03.2024 - 15:40 Brasil
Temporada cheia
Mais de 400 estrangeiros devem tentar escalar o Everest nesta temporada, divididos em pouco mais de 20 agências. É importante lembrar que, para cada estrangeiro, devemos adicionar um guia Sherpa, o que indica uma temporada novamente movimentada e possivelmente próxima de estabelecer novos recordes.
Dados de 2023
No ano passado, 264 estrangeiros e 393 Sherpas alcançaram o cume, totalizando 656 ascensões. Houve um recorde de 17 mortes, incluindo 10 estrangeiros e 7 Sherpas.
05.03.2024 - 16:20 Brasil
Sobre a Cobertura
Na virada deste ano, criei um novo layout para o site, conferindo-lhe um visual mais moderno e tornando-o responsivo para celulares, o que melhora a leitura dos textos. Nesta temporada, pela primeira vez, vou utilizar a paginação na cobertura, o que deixará a página mais leve e rápida para carregar, permitindo assim manter uma qualidade superior das fotos. Na página principal, ficarão apenas os textos mais recentes. Para ver os textos anteriores, você poderá clicar na página desejada.
Icefall Doctors
Os "Doutores da Cascata de Gelo", Sherpas encarregados de fixar e manter a rota pela perigosa Cascata de Gelo do Khumbu, partiram de Namche Bazaar rumo ao Acampamento Base do Everest, onde encontrarão uma agitada cidade de tendas, com a clínica Everest ER já em funcionamento.
Desafios Logísticos
A falta de iaques disponíveis para o transporte de equipamentos até o Acampamento Base está causando atrasos, agravados por regulamentações recentes que restringem o transporte aéreo de materiais apenas até a vila de Syangboche, situada a dois dias de caminhada do Acampamento Base. A preocupação principal não é com comida ou tendas, mas com os inúmeros cilíndros de oxigênio necessários.
Fixação de Cordas em 2024
A Associação de Operadores de Expedição (EOA) do Nepal divulgou que a Seven Summit Treks estará novamente encarregada de fixar as cordas e gerenciar os recursos materiais e humanos entre o Campo 2 e o cume. A utilização de helicópteros para transportar as cordas até o Campo 2 permanece incerta, dadas as novas restrições que permitem voos de helicóptero acima do Acampamento Base apenas para resgates e evacuações de emergência. Mas por experiência de tantos anos de cobertura online, acredito que será liberado, pois esses voos diminuem o fluxo de Sherpas na Cascata de Gelo, o trecho mais perigoso.
02.03.2024 - 17:40 Brasil
Novas regras
No início de cada ano, as autoridades nepalesas anunciam novas regras para a escalada do Everest. Contudo, cerca de 90% desses anúncios parecem ser mais uma tentativa de satisfazer a mídia e certos grupos de interesse, sem uma real implementação das medidas. Por essa razão, raramente me sinto compelido a divulgá-los. Este ano, porém, uma das novidades chamou atenção: foi determinado que todos os montanhistas devem carregar um "poo bag" (saco para fezes) aos acampamentos superiores (acima do Campo 2) e trazê-lo de volta ao campo base para uma disposição adequada. Esta prática, já comum em outras montanhas como o Aconcágua, visa a preservação ambiental.
Além disso, anunciou-se que cada montanhista terá que adquirir um chip de rastreamento por US$ 15. Este chip, que será costurado em suas jaquetas, tem o objetivo de facilitar a localização de montanhistas perdidos. Os chips devem ser devolvidos ao término da escalada.
Estaremos atentos a essas medidas e confirmaremos com os montanhistas brasileiros durante a temporada se elas foram, de fato, implementadas.
29.02.2024 - 00:05 Brasil
Abertura da temporada 2024 do Everest
É com grande satisfação que dou início à 19ª temporada de Cobertura Online do Everest, promovida pelo Extremos. Juntos, embarcamos em mais um ano dessa emocionante jornada. Importante ressaltar que o maior fluxo de notícias ocorrerá no início de abril, período em que a maioria dos alpinistas começa a chegar a Katmandu.
A agência brasileira Grade 6, comandada pelo alpinista Carlos Santalena anunciou seu grupo que escalará o Everest este ano:
• Carlos Santalena, 37 anos - Guia
• Olivia Bonfim, 33 anos - Financial Planner
• Fabio Natali, 47 anos - Juiz
• Eduardo Casagrande, 49 anos - Advogado
• Filipe Chamusca, 42 anos - Cientista Social
• Marcos Bogado, 48 anos - Cirurgião
• Maria Silvestris (Argentina), 34 anos - Marketing
Se tiver mais algum brasileiro que vai escalar o Everest este ano, favor entrar em contato comigo.
22.02.2024 - 20:00 Brasil
Podcast 382
Você já ouviu o último podcast da temporada do ano passado? Conversei com Roberto Terzini sobre a sua escalada do Everest e Lhotse na sequência, se tornando o primeiro brasileiro a completar o "double-header". Ouça e comente!
22.02.2024 - 20:00 Brasil
Brasileiros no Cume
Conheça os 36 brasileiros que alcançaram o cume do Everest, alguns dos quais em mais de uma ocasião.
PERGUNTA
Você teria coragem de escalar o Everest?
Elias Luiz possui um estilo de escrita singular, proporcionando aos leitores a sensação de fazerem parte da aventura enquanto percorrem as páginas do livro. Repleto de reflexões sobre a vida moderna e superação, apresentando a experiência única de viver um grande aventura em meio à natureza. As obras são enriquecidas com fotos e mapas que estimulam a imaginação do leitor. É impossível mergulhar na leitura sem sentir o desejo de colocar uma mochila nas costas e vivenciar sua própria jornada. Boa leitura e boas aventuras!
Elias Luiz percorreu 390 km pela Via Alpina, atravessando a Suíça de Vaduz a Montreux, superando 23.500 metros de altimetria e transformando essa jornada em seu novo livro de aventura.
Elias Luiz percorreu trilhas de longa distância em Bariloche, diversos roteiros em El Chaltén, o magnífico Circuito O em Torres del Paine e o Circuito Dientes de Navarino em Puerto Williams.
O trekking ao Campo Base do Everest é a trilha mais desejada por todo aventureiro e Elias Luiz relata a sua grande jornada pelo Nepal e também pelo Tibet, passando pela face norte.
A Great Divide Trail, com seus 1.100 km é uma das trilhas mais inóspitas, difíceis e bonitas do planeta. Embarque junto com Elias Luiz e Daiane Luise nessa aventura repleta de ursos.
Você está prestes a conhecer uma das regiões mais selvagens da Europa, na Lapônia, acima do Círculo Polar Ártico, repleta de ursos, lobos, renas e a magistral Aurora Boreal.
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