| CUMES | MORTES | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| FACE SUL | FACE NORTE | FACE SUL | FACE NORTE | ||||
| ALPINISTAS | SHERPAS | ALPINISTAS | SHERPAS | ALPINISTAS | SHERPAS | ALPINISTAS | SHERPAS |
| 4 | 21 | 0 | 0 | 0 | 3 | 0 | 0 |
| 25 | 0 | 3 | 0 | ||||
| 25 | 3 | ||||||
ÉÉÉÉÉ CUUUMMEEEE
HÁ UMA CONTROVÉRSIA - Mingma G, da Imagine Nepal, afirmou que seus três sherpas foram os primeiros a chegar ao cume do Everest nesta temporada. Logo em seguida, Chhang Dawa Sherpa, da Seven Summit Treks, agência originalmente responsável pela missão de fixação das cordas, informou que seu grupo de 14 sherpas foram os primeiros a chegar ao cume do Everest, entre eles um integrante da Imagine Nepal.
Espera-se muitos cumes nas próximas horas.
TEMPORADA ATÍPICA
Posso estar errado, mas essa temporada passa a impressão de que as equipes responsáveis pela instalação das cordas, tanto na Cascata de Gelo quanto acima do South Col até o cume do Everest, trabalharam em um ritmo mais lento do que o esperado, obrigando outras agências a intervir para que tudo fosse concluído em tempo hábil.
12.05.2026 - 01h30 - Brasil / Nepal - 10h15
3ª Morte na Temporada
Um sherpa morreu próximo ao Campo 3 do Everest, elevando para três o número de mortes nesta temporada na montanha mais alta do mundo.
Phura Gyaljen Sherpa, 20 anos, da vila de Thame, deixou o Campo 2 às 19h de ontem, carregado de equipamentos. De acordo com relatos da mídia nepalesa, o acidente ocorreu cerca de quatro horas depois, no meio da noite. Phura Gyaljen escorregou e caiu a cerca de 7.000m no Lhotse Face, logo abaixo do Campo 3.
“Uma operação de busca mais tarde o encontrou aproximadamente 400m abaixo em uma fenda entre os Acampamentos 2 e 3 no Lhotse Face”, informou o Everest Chronicle. Nossas condolências aos familiares.
Nossas condolências aos familiares.
Cordas acima do Balcony
Relato de Mingma G:
"A equipe de fixação de cordas no Everest conseguiu avançar a rota até poucos metros acima do Balcony, trecho localizado acima do South Col e já dentro da zona da morte.
Após o trabalho de hoje, os sherpas retornaram ao South Col para descanso. Parte da equipe deve voltar a subir ainda nesta noite para continuar a abertura da rota em direção ao cume.
Segundo a Imagine Nepal, a equipe da EOA, junto com sherpas da Seven Summit, assumirá a liderança da fixação das cordas no trecho final até o topo do Everest.
A operação conta agora com reforço suficiente para concluir o trabalho até o cume. Mesmo assim, a Imagine Nepal manteve quatro sherpas de prontidão no South Col como apoio, caso a equipe principal precise de assistência durante a madrugada.
A expectativa é que, com a coordenação de Dawa Dai, da Seven Summit, a rota seja finalizada sem novos atrasos, aproveitando a atual janela de tempo favorável para o ataque ao cume."
11.05.2026 - 12h40 - Brasil / Nepal - 21h35
Cume X Morte
10.05.2026 - 09h40 - Brasil / Nepal - 18h25
Resumo deste Ciclo
• Francisco Campos, Décio Gomes e Eduardo Gouveia chegaram até 6.800 metros, na base da Parede do Lhotse.
• Murilo Vargas chegou a pouco mais de 6.900 metros de altitude durante o ciclo de aclimatação.
• Gustavo Cordoni, Roberto Lucchese, Adalberto Neto e Leonardo Pena chegaram até o início do Campo 3, a 7.040 metros.
• Carlos Santalena foi o brasileiro que chegou mais alto neste ciclo, alcançando o final do Campo 3, a 7.100 metros de altitude.
Hipoxia
A pergunta que fica é o quanto o treinamento prévio em hipoxia realmente ajudou até este momento da expedição.
10.05.2026 - 07h55 - Brasil / Nepal - 16h40
Segunda morte na temporada
Bijaya Ghimire, de 35 anos, morreu neste domingo durante a subida entre o Campo Base e o Campo 1 do Everest, na perigosa Cascata de Gelo do Khumbu. A causa exata da morte ainda não foi confirmada, mas as autoridades nepalesas acreditam que possa estar relacionada ao mal de altitude.
Bijaya entrou para a história em 2016 ao se tornar o primeiro alpinista dalit do Nepal a alcançar o cume do Everest. Os dalits, historicamente considerados a casta mais baixa da sociedade hindu, enfrentam há séculos discriminação e exclusão no país. Mesmo com enormes dificuldades financeiras, ele persistiu no sonho de escalar a maior montanha do mundo.
Depois do seu primeiro cume, Bijaya passou a incentivar outros dalits a entrarem no montanhismo, especialmente mulheres. Em 2019, escalou o Everest ao lado de Gyanmala Ranapal, que se tornou a primeira mulher dalit nepalesa a alcançar o topo do Everest.
A primeira morte da temporada aconteceu no dia 3 de maio, quando Lakpa Dendi Sherpa, de 51 anos, morreu a cerca de 5.200 metros de altitude enquanto seguia em direção ao Campo Base do Everest.
09.05.2026 - 23:00 Brasil
Podcast
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09.05.2026 - 07h10 - Brasil / Nepal - 15h55
Brasileiros no Campo Base
Depois de completarem o ciclo de aclimatação até a Parede do Lhotse, todos os brasileiros estão de volta ao Campo Base do Everest e agora aguardam as cordas chegarem ao cume para iniciar a etapa final da expedição, o Ciclo de Cume.
Perceba, pelo mapa principal, que dos 10 brasileiros, apenas cinco fizeram dois ciclos de aclimatação: Eduardo, Roberto, Gustavo, Francisco e Diego. Todos os outros estão realizando uma expedição mais curta, com apenas um ciclo de aclimatação, por terem feito previamente em suas casas uma pré-aclimatação com hipóxia. Em breve, perguntaremos a eles se sentiram alguma diferença com esse treinamento.
Recorde de Permits
| LICENÇAS PARA O EVEREST | ||
|---|---|---|
| HOMENS | MULHERES | TOTAL |
| 387 | 105 | 0 |
| 0% | 0% | |
08.05.2026 - 13h50 - Brasil / Nepal - 22h35
Cordas chegam ao Campo 4
As cordas chegaram ao Campo 4 (8.000m) do Everest, um passo extremamente importante para a temporada. Agora, as equipes podem começar a montar as estruturas que servirão de base para o Ataque ao Cume e também para o retorno dos montanhistas após o topo. É no Campo 4, localizado no Colo Sul, que milhares de cilindros de oxigênio ficam depositados aguardando as equipes.
Os sherpas prometeram concluir a fixação das cordas até o cume por volta do dia 15 de maio. Porém, existe agora uma preocupação importante: um jet stream deve atingir altitudes acima dos 8.000 metros no dia 14 e permanecer até o dia 18. Caso as cordas não cheguem ao cume até o dia 13, o atraso começará realmente a pesar na temporada.
Mesmo assim, os sherpas ainda podem estender a janela de ataque ao cume até a primeira semana de junho, dependendo das condições climáticas.
BRASILEIROS
• A equipe Grade 6 chegou até aproximadamente 7.100m, no Campo 3, e depois retornou para dormir no Campo 2.
• Francisco Campos chegou até o início da Parede do Lhotse, a cerca de 6.900m, retornou ao Campo 2 e agora já está novamente no Campo Base do Everest.
06.05.2026 - 7h35 - Brasil / Nepal - 16h20
Condições difíceis na subida ao Campo 2
A maioria dos brasileiros está no Campo 2 no momento. Leia abaixo as duas mensagens de Adalberto Neto:
“Saindo agora do Campo 1, com baixa visibilidade e muita neve. A maioria das pessoas que estavam aqui já saiu também. Somos uma das últimas expedições. São 8h30 da manhã agora e devemos fazer esse trecho em três horas, não mais do que isso. O mais importante é chegar bem, não rápido.”
“Chegamos ao Campo 2. Eu e o Leonardo Pena. Muito vento. Clima muito difícil. Foram 2h42min.”
• Murilo Vargas está no Campo 1.
• Diego Ariel continua no Campo Base do Everest. A CTSS ainda não definiu a próxima rotação, provavelmente no dia 10 de maio.
Francisco Campos
4 de maio: EBC → C1
5 de maio: C1 → C2
6 de maio: C2 → 6900m → C2
7 de maio: C2 → EBC
Equipe Grade 6
5 de maio: EBC → C1
6 de maio: C1 → C2
7 de maio: C2
8 de maio: C2 → C3 → C2
9 de maio: C2 → EBC
Rastreamento em tempo real
• Leonardo Pena: https://share.garmin.com/MQZQ4
• Eduardo Gouveia: https://maps.findmespot.com/s/YFJ3
05.05.2026 - 19:30 Brasil
Brasileiros
Esses são os brasileiros que estão escalando o Everest.
05.05.2026 - 10h00 - Brasil / Nepal - 18h45
Cordas avançam acima do C3
A equipe de fixação de cordas, com 9 membros, instalou cordas fixas cerca de 350 metros acima do Campo 3 (veja no mapa). O trabalho segue em andamento, com apoio do SPCC e da EOA, e coordenação direta da operação em campo.
O progresso é constante, com previsão de chegada ao Colo Sul entre os dias 7 e 8 de maio. Com o Campo 3 já estabelecido e a rota equipada em maior altitude, o trajeto está liberado para transporte de cargas e rotações de aclimatação.
Brasileiros no C1 e C2
A equipe da Grade 6 já está no Campo 1, enquanto Francisco Campos, de acordo com o cronograma, encontra-se no Campo 2. Todos estão bem até o momento.
• Murilo Vargas deve iniciar a subida ao Campo 1 nesta madrugada, no Nepal.
• Diego Ariel ainda não informou seu próximo cronograma de aclimatação.
Acidente na Cascata de Gelo
Hoje pela manhã, um sherpa e um montanhista indiano ficaram gravemente feridos e foram resgatados na Cascata de Gelo do Khumbu após o colapso de uma ponte de neve. A rápida ação das equipes de resgate do Nepal, aliada à precisão dos pilotos de helicóptero, permitiu que ambos fossem levados para atendimento especializado poucas horas após o acidente. Os dois estão estáveis e a expectativa é de recuperação completa.
Sobre mortes no mapa
Foi mantido apenas o ponto vermelho com o número 1, indicando o local da morte do sherpa ocorrida na semana passada. Assim manterei no mapa apenas as mortes ocorridas neste ano.
04.05.2026 - 8h00 - Brasil / Nepal - 16h45
Francisco Campos
Francisco Santos saiu por volta da 1h da madrugada do Campo Base (EBC) e seguiu para o Campo 1, onde deve dormir nesta noite. Veja abaixo o cronograma dele:
4 de maio: EBC → C1
5 de maio: C1 → C2
6 de maio: C2 → 6900m → C2
7 de maio: C2 → EBC
Equipe Grade 6
Santalena, Décio, Leonardo, Roberto, Adalberto, Eduardo e Gustavo devem começar nesta madrugada o ciclo de aclimatação, passando pela Cascata de Gelo. Provavelmente, o cronograma deles será este, mas pode variar, com uma noite a mais no Campo 2.
5 de maio: EBC → C1
6 de maio: C1 → C2
7 de maio: C2
8 de maio: C2 → C3 → C2
9 de maio: C2 → EBC
Corte nos dedos
Murilo Vargas sofreu cortes em dois dedos da mão ao tentar resgatar seu drone Mavic 3 Cine após um pouso complicado. Ele está bem, mas resolveu esperar um dia a mais antes de subir para o Campo 1, o que deve acontecer nas primeiras horas do dia 6 de maio.
Mera Peak
Diego Ariel está de volta ao Campo Base após o seu 1º ciclo de aclimatação, no qual chegou ao cume do Mera Peak (6.476 m).
03.05.2026 - 12h10 - Brasil / Nepal - 20h55
Primeira morte da temporada no Everest
A temporada do Everest ganhou um tom mais pesado neste início de expedições. Um trabalhador de alta altitude, Lakpa Tendi Sherpa, de 51 anos, morreu na manhã de domingo enquanto se deslocava em direção ao Campo Base, a cerca de 5.200 metros de altitude, próximo a Gorak Shep. Ele fazia parte de uma equipe da Seven Summit Treks e teve seu corpo transportado para Lukla. Esta é a primeira morte registrada na atual temporada de primavera.
O acidente ocorre em um momento já delicado na montanha. A abertura da rota pela Cascata de Gelo do Khumbu sofreu atrasos significativos devido à presença de grandes seracs instáveis, dificultando o trabalho dos Icefall Doctors, responsáveis pela instalação de escadas e cordas fixas. Em alguns momentos, equipes comerciais chegaram a avaliar alternativas por conta própria, assumindo riscos adicionais para encontrar uma passagem viável.
Com a rota finalmente identificada, as equipes começaram a mover equipamentos e suprimentos para os acampamentos mais altos, preparando a progressão acima do Campo 2. Ainda assim, o atraso pode comprometer o cronograma da temporada. A fixação das cordas até o cume pode levar até duas semanas, reduzindo a janela de ataque, embora operadores mantenham a expectativa de condições climáticas suficientes para as tentativas de cume.
Brasileiros iniciam último ciclo de aclimatação no Everest
Os brasileiros devem começar a partir nesta e na próxima madrugada do Campo Base (5.364 m) em direção ao Campo 1 (6.065 m) e, na sequência, ao Campo 2 (6.400 m). O plano prevê avanço até o Campo 3 (7.100 m), antes de iniciar a descida, retornando ao Campo 2 e posteriormente ao Campo Base. Com isso, será concluído o último ciclo de aclimatação antes do ciclo de cume.
Murilo Vargas, que filmou parte da Cascata de Gelo, relatou que a travessia deste ano apresenta menos escadas, sendo uma delas a mais icônica da temporada. Segundo ele, há uma percepção comum entre sherpas e montanhistas de que a rota está mais direta em relação aos anos anteriores, embora o risco permaneça constante e inerente à escolha de escalar pela Face Sul.
No momento, muitos montanhistas já iniciaram o ciclo de aclimatação, mesmo com as cordas ainda não fixadas acima do Campo 2. A tendência é que cada equipe adote sua própria estratégia nas próximas semanas, ajustando o ritmo de progressão conforme as condições da montanha e a evolução da temporada.
02.05.2026 - 10h25 - Brasil / Nepal - 19h10
Pressão psicológica já pesa no Everest
A temporada do Everest começou sob tensão, e a pressão psicológica já impacta decisões na montanha. Um grupo de cientistas do Reino Unido decidiu recuar antes mesmo de entrar no Western Cwm, deixando claro que era uma missão de pesquisa. Em comunicado, afirmaram: “tomamos a decisão de cancelar nossa escalada… e voltar vale abaixo”, reconhecendo que o cenário foi mais complexo que o previsto.
Eles estavam no Everest para um trabalho de pesquisa envolvendo coleta de dados em altitude. Mas o contexto pesou. A Cascata de Gelo segue instável, a rota atrasou quase três semanas e isso comprime as janelas de escalada. Como disseram: “a razão é a segurança na icefall… as janelas de escalada vão ficar comprimidas”. Com cerca de 900 escaladores na montanha, além de guias e sherpas, o ambiente se torna mais pressionado.
No fim, a decisão expõe algo essencial: o que aconteceu este ano acontece todos os anos. O Everest nunca foi apenas técnica, mas capacidade de lidar com risco e pressão constante. Concluíram: “para nós, o risco não vale a coleta de dados” e reforçaram: “não estamos aqui para escalar o Everest, estamos aqui para trabalhar”. Esse é o ponto — quem encara o Everest precisa estar preparado também para esse peso psicológico.
01.05.2026 - 7h00 - Nepal / Brasil - 22h15
Avalanche no Nuptse atinge a Cascata de Gelo
Uma avalanche desceu do Nuptse em direção ao início da rota na Cascata de Gelo do Khumbu, atingindo a região de entrada da Icefall, como mostra o vídeo abaixo. Até o momento, não há informações sobre feridos.
O comportamento no Campo Base já indicava que não se tratava de um evento grave, sem movimentação anormal ou acionamento emergencial.
“Eu ouvi uma avalanche pesada. Mas, normalmente, quando acontece algo grave, vira uma loucura por aqui. Não há movimentação nenhuma. Daqui a pouco vou para o café da manhã e te mando mais informações.”
Atualização
Após contato com o acampamento, a situação foi esclarecida: a avalanche teve impacto limitado, gerando apenas o deslocamento de neve em forma de spray, sem atingir diretamente a rota ou as equipes.
“Fala aí, Elias. Bom, já bati um papo aqui com o acampamento manager. Em princípio, a avalanche que teve lá teve como único efeito só o spray de neve mesmo. Em princípio, não teve ninguém ferido e também, em princípio, a rota não foi danificada — tanto que a gente já viu um monte de gente descendo.”
A movimentação de montanhistas descendo pela rota reforça que a passagem segue operacional, sem danos aparentes às cordas e escadas instaladas na Cascata de Gelo.
30.04.2026 - 10h30 - Brasil
Conheça os primeiros cumes no Everest
| Ordem | Ano | Nome | País | Idade | Data | Hora |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1º | 1953 | Edmund Hillary | Nova Zelândia | 33 | 29 de maio | 11h30 |
| 2º | 1953 | Tenzing Norgay | Índia | 39 | 29 de maio | 11h30 |
| 3º | 1956 | Juerg P. Marmet | Suíça | 28 | 23 de maio | 14h00 |
| 4º | 1956 | Ernst Schmied | Suíça | 31 | 23 de maio | 14h00 |
| 5º | 1956 | Adolf Reist | Suíça | 35 | 24 de maio | 11h00 |
| 6º | 1956 | Hans-Rudolf von Gunten | Suíça | 27 | 24 de maio | 11h00 |
| 7º | 1960 | Gombu | China | 25 | 25 de maio | 02h05 |
| 8º | 1960 | Ying-Hua Qu | China | 25 | 25 de maio | 02h05 |
| 9º | 1960 | Fu-Chou Wang | China | 24 | 25 de maio | 02h05 |
| 10º | 1963 | Nawang Gombu Sherpa | Índia | 27 | 1º de maio | 13h00 |
| 11º | 1963 | Jim Whittaker | EUA | 34 | 1º de maio | 13h00 |
| 12º | 1963 | Barry Bishop | EUA | 31 | 22 de maio | 15h30 |
| 13º | 1963 | Lute Jerstad | EUA | 26 | 22 de maio | 15h30 |
| 14º | 1963 | Tom Hornbein | EUA | 32 | 22 de maio | 18h30 |
| 15º | 1963 | Willi Unsoeld | EUA | 36 | 22 de maio | 18h30 |
30.04.2026 - 9h10 - Brasil
Brasileiros
• Eduardo, Gustavo e Roberto fizeram hoje um reconhecimento da Cascata de Gelo, subiram até o início do Football Field e retornaram ao Campo Base.
• Carlos Santalena, Décio, Murilo e Leonardo chegaram hoje ao Campo Base do Everest.
• Ainda não temos informações do Diego Ariel, que no último contato estava na base do Mera Peak.
• Adalberto Neto chegou ontem ao Campo Base do Everest.
Mortes no Everest
O gráfico abaixo apresenta a distribuição das mortes no Everest por faixa de altitude, considerando os registros históricos desde as primeiras expedições, em 1921, até a temporada mais recente, em 2025. A análise mostra uma concentração significativa entre 5.500 m e 6.000 m, na Cascata de Gelo do Khumbu, e um segundo pico acima de 8.500 m, já na chamada zona da morte, próximo ao cume.
29.04.2026 - 10h27 - Brasil
Quando as cordas chegarão ao cume?
Agora que as cordas chegaram ao Campo 2, após um atraso de 18 dias, a atenção se volta para quando alcançarão o cume do Everest. Os sherpas da Seven Summit Treks estão encarregados dessa tarefa, mas os trabalhos ainda não começaram.
O gráfico abaixo mostra os dias em que as cordas fixas chegaram ao cume do Everest nos últimos anos. Em 2025, as cordas alcançaram o topo no dia 9 de maio, mantendo o padrão de início da janela entre os dias 7 e 15.
29.04.2026 - 10h15 - Brasil
A rota abriu… mas o risco ficou
A rota da Cascata de Gelo do Khumbu finalmente foi aberta nesta temporada de 2026, após semanas de trabalho intenso dos Icefall Doctors e de equipes de sherpas. A passagem foi estabelecida até a face do Nuptse, mas o avanço foi bloqueado por um grande serac instável na chamada Seção 4, conhecida como ponto de queda de pedras. Mesmo após monitoramento constante com drones e inspeções presenciais, o risco permanece elevado.
Equipes chegaram a avaliar rotas alternativas, incluindo uma passagem vertical acima do serac, mas a opção foi descartada por exigir cerca de 10 escadas e apresentar gelo extremamente instável. Uma segunda tentativa pelo centro da seção também não ofereceu segurança suficiente. Diante do tempo limitado da temporada, a decisão final foi abrir a rota passando por baixo do serac, assumindo um risco controlado, mas significativo.
O bloco de gelo, com cerca de 55 metros de comprimento, 28 metros de altura e 37 metros de largura, apresenta múltiplas fissuras e pode colapsar a qualquer momento. Parte dele já desabou nas últimas semanas, mas o que restou continua sendo uma ameaça direta para quem cruza esse trecho da montanha.
Apesar da rota estar oficialmente aberta, o alerta é claro: não é um trecho seguro. O SPCC reforça que todos devem atravessar a área o mais rápido possível, reduzir cargas, manter rigor nos protocolos de segurança nas escadas e evitar exposição desnecessária. A temporada segue, mas com um dos pontos mais delicados dos últimos anos no Everest.
27.04.2026 - 22h53 - Brasil
Helicópteros no Everest: uma mudança histórica
O Everest se prepara para uma temporada inédita, com o uso de helicópteros para transporte de cargas diretamente ao Campo II (6.400 m), algo nunca realizado dessa forma na montanha. A decisão veio após um grande serac instável bloquear a rota tradicional na Cascata de Gelo do Khumbu, impedindo o avanço dos icefall doctors a poucas semanas da janela de cume.
O trecho entre o Campo Base (5.364 m) e o Campo II é considerado um dos mais perigosos de toda a escalada, e a instabilidade atual forçou uma resposta emergencial. Com a rota travada e o tempo correndo contra as expedições, as equipes seguem tentando encontrar uma alternativa mais segura, mesmo que mais longa.
Até 10 helicópteros foram autorizados a transportar equipamentos essenciais — como cordas, cilindros de oxigênio e alimentos — diretamente ao Campo II, acelerando a preparação da montanha. Em condições normais, voos acima do Campo Base são restritos apenas a operações de resgate, o que mostra o nível de urgência da situação.
Com mais de 400 permissões emitidas para a temporada, a pressão aumenta a cada dia. Se as condições não melhorarem rapidamente, uma nova rota poderá ser aberta, repetindo o cenário de 2024. Ainda assim, há um certo otimismo: o uso dos helicópteros pode ajudar a recuperar o tempo perdido e permitir que a rota até o cume seja finalizada dentro da curta janela de aproximadamente três semanas — desde que a montanha estabilize.
27.04.2026 - 10h00 - Brasil
Será? Que serac… que será?
Desde o início, essa situação pareceu estranha. Ok, primeiro ponto: vamos considerar como válidos os relatos dos sherpas sobre o problema na Cascata de Gelo. Dito isso, também é legítimo questionar.
Se estivéssemos na época do lendário Russell Brice gerenciando o acampamento base e a abertura de rota, dificilmente a resposta seria esperar. Quando os Icefall Doctors relataram, há cerca de 12 dias, um bloco instável e perigoso, o mais provável seria uma mobilização imediata: equipes verificando alternativas, sobrevoos para avaliação do risco e, se necessário, até um Uno 147 com escada no teto para abrir o caminho.
Mas não foi o que aconteceu. A decisão, ao que tudo indica, foi aguardar.
E é aqui que surgem as dúvidas. Se o serac estivesse deslocado para uma das laterais da cascata, seria plausível ajustar a rota, como já ocorreu em outras temporadas, incluindo 2015. Mesmo com o bloco na linha principal, a largura da Cascata de Gelo naquele trecho — o “Football Field” — que pode variar entre 100 e 200 metros, permite, ao menos em teoria, desvios à direita ou à esquerda.
Claro, cada temporada é única. O gelo se move, as tensões mudam e o risco nunca é trivial. Ainda assim, chama atenção a ausência inicial de tentativas mais visíveis de adaptação.
Curiosamente, após a entrada de uma terceira equipe — liderada por um sherpa ligado à agência de Nimsdai, com apoio de outras agências e a participação de um esquiador polonês — uma alternativa foi encontrada, e a rota praticamente concluída hoje.
Sem afirmar nada, porque não há evidência pública clara, é inevitável levantar hipóteses. Pode ser uma decisão técnica e conservadora. Pode ser logística. Ou pode haver fatores de bastidores que não estão sendo expostos.
E esse cenário ganhou ainda mais tensão no mês passado, com relatos e investigações envolvendo possíveis irregularidades em seguros, algo que repercutiu no meio e aumentou a pressão sobre todo o sistema.
A pergunta que fica é: estamos vendo apenas um problema técnico… ou algo maior por trás dessa decisão?
26.04.2026 - 9h05 - Brasil
Brasileiros
Francisco Campos chegou ao topo do Lobuche East (6.119 m), completando o seu 1º Ciclo de Aclimatação. Enquanto ele descia, os outros brasileiros seguiam para o cume. Francisco já está de volta ao vilarejo de Lobuche (4.940 m).
Sobre as cordas atrasadas
A Expedition Operators Association of Nepal (EOAN) e o Sagarmatha Pollution Control Committee (SPCC) mobilizaram uma equipe conjunta de cerca de 20 pessoas, incluindo icefall doctors e sherpas, para avaliar a Cascata de Gelo do Khumbu e tentar abrir ou identificar uma rota alternativa ao Campo I (6.065 m). O avanço segue travado por um grande serac suspenso, agravado por neve irregular e ventos fortes, impedindo a instalação de escadas em um trecho crítico. Um reconhecimento aéreo de helicóptero indicou que cerca de 60% do serac já colapsou, mas ainda restam blocos instáveis de alto risco, o que deve atrasar a liberação mesmo que uma rota seja definida nos próximos dias.
Com a rota ainda fechada, a temporada no Everest pode se estender até meados de junho, além do prazo tradicional de 29 de maio. Operadores pediram autorização para uso de helicópteros e drones no transporte direto ao Campo II (6.400 m), evitando a icefall. Mais de 400 estrangeiros têm permissão para o Everest nesta temporada, além de dezenas para Lhotse (8.516 m) e Nuptse (7.861 m), todos dependentes da abertura da rota para iniciar a aclimatação. O atraso já gera prejuízos e mantém toda a temporada em suspenso, enquanto a atenção se volta para a operação em solo que pode destravar a subida nos próximos dias.
O cume que não é cume
Muitos encaram o Lobuche East (6.119 m) como parte do 1º Ciclo de Aclimatação e partem com a expectativa de chegar ao cume. Mas, na prática, a maioria não pisa no ponto mais alto. As cordas fixas normalmente terminam em um falso cume, mais de 100 metros abaixo do verdadeiro topo — e é ali que grande parte das expedições encerra a ascensão.
A justificativa que alguns guias sherpas apresentam é direta: “lá não é permitido subir”. Mas essa explicação simplifica uma realidade mais complexa. O trecho final é mais exposto, técnico e exige outro nível de autonomia, algo que muitas equipes comerciais evitam dentro da logística da aclimatação. No fim, o que se vende como “cume” muitas vezes é um limite operacional, não geográfico.
E fica a questão: você quer dizer que chegou ao cume… ou saber que realmente chegou?
23.04.2026 - 13h05 - Brasil
Oxigênio no Everest: a regra que nunca mudou
Em 73 anos de história, o Everest continua sendo escalado essencialmente da mesma forma que no primeiro cume: com oxigênio suplementar. A diferença é que hoje isso não é exceção — é praticamente a regra absoluta. A grande ruptura nesse padrão aconteceu apenas em 1978, quando Reinhold Messner e Peter Habeler realizaram a primeira escalada sem o uso de oxigênio suplementar, provando que o limite humano na montanha era mais amplo do que até a própria ciência imaginava.
Os números reforçam essa realidade com precisão. Ao longo da história, foram 13.518 cumes com oxigênio, contra apenas 234 sem oxigênio, totalizando 13.752 cumes. Isso representa apenas 1,7% sem O₂, enquanto 98,3% dos alpinistas que chegaram ao topo utilizaram oxigênio suplementar. Na prática, o estilo sem oxigênio permanece como uma exceção absoluta em uma montanha que continua sendo escalada, em sua grande maioria, exatamente como em 1953.
Nos últimos 21 anos em que realizo a cobertura do Everest, esse contraste se torna ainda mais evidente. Nesse período, foram 11.390 cumes com oxigênio contra apenas 103 sem O₂, em um total de 11.493 ascensões, o que representa apenas 0,9% sem oxigênio. Ou seja, menos de 1 em cada 100 alpinistas chegou ao topo nesse estilo. Isso mostra que, após a conquista de Reinhold Messner e Peter Habeler, houve sim um movimento de busca por esse limite mais puro da montanha, mas que perdeu força com o avanço da escalada comercial. Hoje, com a estrutura das expedições guiadas e o foco em segurança e sucesso, as ascensões sem O₂ se tornaram ainda mais raras, quase desaparecendo dentro do volume total de cumes. No ano passado, tivemos 866 cumes, e apenas 6 foram sem O₂.
22.04.2026 - 13h05 - Brasil
O serac que está atrasando a rota
Esse tipo de análise você só encontra aqui no Extremos. O infográfico que criei mostra com clareza o ponto central do atraso em 2026: um grande serac instável, suspenso acima da rota tradicional da Cascata de Gelo do Khumbu, exatamente na região mais crítica da progressão. Esse bloco de gelo, com dimensões comparáveis a um campo de futebol, está posicionado acima do corredor por onde passam os sherpas durante a fixação das cordas. É o mesmo serac que, em 2014, colapsou parcialmente e causou a morte de 16 sherpas, o que naturalmente aumenta o nível de cautela neste trecho.
O infográfico também destaca o caminho provável de uma eventual avalanche, causada pela queda do serac, que cruza diretamente a linha atual de progressão. Isso obriga os sherpas a trabalharem em janelas muito curtas, com deslocamento rápido e exposição controlada, o que reduz drasticamente o ritmo normal de montagem da rota até o Campo 1 e, consequentemente, afeta toda a sequência da montanha.
Existe ainda uma alternativa de rota, traçada após o acidente de 2014 para evitar justamente essa zona mais perigosa. No entanto, como o próprio infográfico indica, esse desvio acabou sendo abandonado nos anos seguintes por exigir mais escadas, maior complexidade técnica e um tempo de instalação significativamente maior. No ano passado, o SPCC trabalhou com drones para identificar a melhor rota, mas até o momento não há confirmação de que essa tecnologia esteja sendo utilizada novamente neste ano para auxiliar na definição do traçado.
22.04.2026 - 0h01 - Brasil
Cordas atrasadas, mas quanto?
Esse tipo de levantamento você só encontra aqui no Extremos. Falamos sobre o atraso na fixação das cordas, mas o que isso realmente significa? Abaixo, veja em quais datas, ao longo dos últimos 17 anos, foi concluída a instalação das cordas na Cascata de Gelo. A partir disso, tire sua própria conclusão sobre o quanto a temporada está atrasada. As cordas ainda não chegaram no Campo1.
| QUANDO A CASCATA DE GELO FICOU PRONTA | ||
|---|---|---|
| ANO | DATA | ESCADAS |
| 2009 | 14 de abril | 17 |
| 2010 | 16 de abril | ≈ 24 |
| 2011 | 11 de abril | ≈ 27 |
| 2012 | 4 de abril | ≈ 25 |
| 2013 | 5 de abril | ≈ 28 |
| 2014 | 5 de abril | ≈ 24 |
| 2015 | 4 de abril | 22 |
| 2016 | 12 de abril | 23 |
| 2017 | 2 de abril | 21 |
| 2018 | 4 de abril | 20 |
| 2019 | 5 de abril | 20 |
| 2020 | Fechada | Fechada |
| 2021 | 3 de abril | ≈10 |
| 2022 | 3 de abril | ≈ 10 |
| 2023 | 5 de abril | ≈ 7 |
| 2024 | 16 de abril | ≈ 5 |
| 2025 | 10 de abril | 5 |
| 2026 | - | - |
21.04.2026 - 13h - Brasil
Brasileiros
Já temos quatro brasileiros no Campo Base do Everest (5.364 m). Hoje chegaram Roberto Lucchese e Eduardo Gouveia.
• Francisco Campos fez hoje dois dias em um: saiu de Namche Bazaar (3.440 m), passou por Tengboche (3.867 m) e vai dormir em Pangboche (3.985 m).
Desistência
• Ryan Mitchell, 21, desistiu da expedição e está retornando aos Estados Unidos após desenvolver HAPE (edema pulmonar de altitude) e registrar níveis perigosamente baixos de oxigenação no sangue, muito abaixo do normal no Campo Base do Everest (5.364 m). Ele e seu parceiro de escalada, Justin Sackett, chegaram em março para aclimatação antes de tentar o Everest/Lhotse sem oxigênio. Após uma pausa em Katmandu (1.400 m), voltaram à montanha, mas Ryan piorou, precisou descer para Lukla (2.860 m), onde foi diagnosticado, e agora segue de volta para casa, frustrado, mas em bom estado. Justin continuará a tentativa sem oxigênio.
16.04.2026 - 14h - Brasil
Primeira polêmica do ano
Após um quadro preocupante próximo ao acampamento base, o americano Ryan Mitchell precisou utilizar oxigênio suplementar devido à baixa saturação e risco de edema pulmonar. A decisão rápida de interromper a subida e iniciar a descida foi determinante para evitar uma situação mais grave.
Ele desceu pelo Vale do Khumbu até Lukla, onde já apresenta melhora significativa. Segundo atualização recente, seu estado está estável, com os níveis de oxigenação normalizados e fora de risco imediato.
Apesar da recuperação, o episódio levanta uma questão recorrente na comunidade: mesmo que retorne à montanha e alcance o cume sem o uso adicional de oxigênio, sua escalada não poderá mais ser considerada “sem O2”, já que qualquer uso durante a expedição entra na classificação oficial.
15.04.2026 - 9h - Brasil
Atraso na fixação das cordas
À MEDIDA QUE a temporada de primavera de 2026 no Everest começa, a abertura da rota pelo lado nepalês enfrenta atraso na Cascata de Gelo de Khumbu, especialmente na região do Ombro Oeste. Os Médicos da Cascata interromperam os trabalhos devido a grandes seracs suspensos abaixo do Campo 1, com alto risco de colapso, e aguardam a estabilização ou queda natural dessas estruturas antes de retomar a fixação da rota, em um cenário que relembra o acidente de 2014, quando 16 sherpas morreram.
Com a rota indefinida, o cronograma pode ser afetado. A meta é alcançar o Campo 1 até o fim da próxima semana e seguir ao Campo 2, caso as condições permitam.
Visualização da rota
Este ano, a rota comercial está representada inicialmente em linha preta, indicando o caminho ainda sem cordas fixas. Conforme os trabalhos avançarem, ela assume a cor mostarda, facilitando a leitura visual de até onde as cordas foram instaladas. A localização é sempre aproximada, com base nas informações disponíveis.
Brasileiros na montanha
• Diego Ariel chegou hoje ao acampamento base do Everest (5.364 m)
• Gustavo Cordoni chegou hoje a Pangboche (3.985 m)
• Eduardo Gouveia e a esposa estão em Machermo (4.470 m), região mais alta, já sem presença de árvores e com clima mais seco
10.04.2026 - 12h - Brasil
Sem oxigênio suplementar
Ryan Mitchell (21) e Justin Sacket (28) tentarão escalar o Everest sem oxigênio, com suporte mínimo de sherpas apenas para emergências. Ryan já chegou ao cume em 2024, enquanto Justin tem experiência até 6.812 m no Ama Dablam.
Recordes de velocidade
Dois atletas retornam após tentativas frustradas em 2025 devido ao vento:
• Karl Egloff (44), do Equador, tentará subir e descer sem oxigênio
• Tyler Andrews (35) tentará o recorde subindo sem oxigênio até o cume
Múltiplos cumes e recordes
• Kristin Harila (39) planeja escalar Nuptse, Lhotse e Everest sem oxigênio
• Kami Rita Sherpa (55) busca seu 32º cume
• Kenton Cool (51) tenta o 20º cume, recorde entre não-sherpas
• Lhakpa Sherpa (52) pode alcançar seu 11º cume, recorde feminino sherpa
Também cresce o número de alpinistas tentando combinar Everest + Lhotse na mesma expedição.
Wingsuit no Lhotse
Tim Howell (36) pretende novamente saltar de wingsuit do Lhotse, após ter sido impedido pelos ventos no ano passado.
Do Mar ao Cume
Oliver Foran (26), da Austrália, fará uma expedição completa desde o nível do mar. Ele busca quebrar o recorde de 67 dias, mirando 60 dias:
• 1.150 km de bicicleta
• 150 km de trekking
• aclimatação no Mera Peak
• tentativa ao Everest
Do Mar ao Mar
O romeno Madalin Cristea (26) está em um projeto Global, escalando os pontos mais altos de cada continente partindo do nível do mar, sempre a pé.
Após Aconcágua e Kilimanjaro, agora segue rumo ao Everest, em um trajeto de mais de 2.000 km.
01.03.2026 - 15h - Brasil
Dados do Everest
Criei um gráfico que sobrepõe as mortes e os cumes totais, divididos por décadas. Acredito que, ao analisar por década, fica mais fácil entender o rumo que estamos tomando na escalada do Everest.
26.02.2026 - 17h - Brasil
Cumes da Face Sul X Face Norte
Este gráfico mostra a evolução do número de cumes no Everest pelas rotas da Face Sul, no Nepal, e da Face Norte, no Tibet, ao longo dos últimos 20 anos. A diferença é evidente: a Face Sul concentra a maior parte das ascensões, impulsionada por uma logística mais estruturada, maior oferta de expedições comerciais e temporadas com janelas climáticas e políticas mais estáveis. Já a Face Norte, historicamente mais técnica e sujeita a restrições políticas e operacionais, apresenta números menores e oscilações mais acentuadas. Eventos extraordinários, como avalanches, o terremoto de 2015 e a pandemia, provocam quedas abruptas nas estatísticas, lembrando que, no Everest (8.848 m), nada é totalmente previsível.
25.02.2026 - 8h15 - Brasil
Everest fechado pelo lado norte
O lado norte do Everest permanecerá fechado nesta primavera por decisão da Associação de Montanhismo China-Tibet (CTMA). A medida ocorre em meio a uma investigação política ligada a um polêmico espetáculo de fogos de artifício realizado em setembro passado nos arredores de Shigatse, no Tibet. O evento gerou críticas por possível impacto ambiental, perturbação da fauna local e desrespeito às montanhas, provocando a destituição de autoridades regionais. Enquanto o processo não for concluído, expedições internacionais não poderão operar pela face tibetana da montanha.
A decisão lembra 2023, quando o lado norte também foi fechado para estrangeiros, embora tenha permanecido aberto para cidadãos chineses. Desta vez, porém, há incerteza se a restrição será mais ampla, já que envolve diretamente o governo regional de Shigatse. Operadoras ainda aguardam comunicação formal definitiva, mas diversas já trabalham com planos alternativos.
O fechamento não atinge apenas o Everest. Cho Oyu e Shisha Pangma, ambos localizados no distrito de Shigatse, também permanecerão fechados ao menos durante a primavera, afetando expedições programadas para abril e maio. A medida impacta guias, atletas e empresas que planejavam utilizar a rota tibetana nesta temporada.
19.02.2026 - 9h40 - Brasil
Novas regras?
O Nepal aprovou um novo Projeto de Lei do Turismo que muda diretamente o jogo no Everest. Pela nova regra, quem quiser tentar o cume precisará ter escalado antes um pico de 7.000 metros no próprio Nepal. A justificativa é clara: reduzir o número de inexperientes na montanha, diminuir congestionamentos e aliviar os resgates. Ao mesmo tempo, a medida fortalece o mercado local, ao obrigar estrangeiros a investir primeiro em montanhas nepalesas, mantendo royalties e operações dentro do país.
O texto também exige atestado médico recente para todos os integrantes da expedição, inclusive a equipe local, além da apresentação prévia de um plano detalhado de rota e estilo de ascensão. Cria ainda um fundo ambiental unificado para gerenciar taxas e depósitos relacionados ao lixo. Não há limite para o número de permissões anuais, e o uso de helicópteros e drones segue sem regulamentação específica. A lei ainda precisa concluir a tramitação, o que pode acelerar os planos de quem pretende escalar antes que a regra entre em vigor.
O EDITOR: Todos os anos, às vésperas da abertura da temporada, o governo do Nepal divulga novas regras que raramente se concretizam. Não vejo como seja possível aprovar e implementar a regra dos 7.000 m já para 2026.
06.02.2026 - 10:30 Brasil
Temporada 2026
Em abril começa mais uma temporada de escalada do Everest, e pelo 21º ano seguido estarei aqui fazendo a Cobertura Online. Aguardem!
SORTEIO: Faremos alguns sorteios durante a temporada.
05.02.2026 - 08:00 Brasil
Brasileiros no Cume
Conheça todos os 41 brasileiros que alcançaram o cume do Everest, alguns dos quais em mais de uma ocasião.
PERGUNTA
Você teria coragem de escalar o Everest?
Elias Luiz possui um estilo de escrita singular, proporcionando aos leitores a sensação de fazerem parte da aventura enquanto percorrem as páginas do livro. Repleto de reflexões sobre a vida moderna e superação, apresentando a experiência única de viver um grande aventura em meio à natureza. As obras são enriquecidas com fotos e mapas que estimulam a imaginação do leitor. É impossível mergulhar na leitura sem sentir o desejo de colocar uma mochila nas costas e vivenciar sua própria jornada. Boa leitura e boas aventuras!
Elias Luiz percorreu 390 km pela Via Alpina, atravessando a Suíça de Vaduz a Montreux, superando 23.500 metros de altimetria e transformando essa jornada em seu novo livro de aventura.
Elias Luiz percorreu trilhas de longa distância em Bariloche, diversos roteiros em El Chaltén, o magnífico Circuito O em Torres del Paine e o Circuito Dientes de Navarino em Puerto Williams.
O trekking ao Campo Base do Everest é a trilha mais desejada por todo aventureiro e Elias Luiz relata a sua grande jornada pelo Nepal e também pelo Tibet, passando pela face norte.
A Great Divide Trail, com seus 1.100 km é uma das trilhas mais inóspitas, difíceis e bonitas do planeta. Embarque junto com Elias Luiz e Daiane Luise nessa aventura repleta de ursos.
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