| CUMES | MORTES | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| FACE SUL | FACE NORTE | FACE SUL | FACE NORTE | ||||
| ALPINISTAS | SHERPAS | ALPINISTAS | SHERPAS | ALPINISTAS | SHERPAS | ALPINISTAS | SHERPAS |
| 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| 0 | 0 | 0 | 0 | ||||
| 0 | 0 | ||||||
22.04.2026 - 13h05 - Brasil
O serac que está atrasando a rota
Esse tipo de análise você só encontra aqui no Extremos. O infográfico que criei mostra com clareza o ponto central do atraso em 2026: um grande serac instável, suspenso acima da rota tradicional da Cascata de Gelo do Khumbu, exatamente na região mais crítica da progressão. Esse bloco de gelo, com dimensões comparáveis a um campo de futebol, está posicionado acima do corredor por onde passam os sherpas durante a fixação das cordas. É o mesmo serac que, em 2014, colapsou parcialmente e causou a morte de 16 sherpas, o que naturalmente aumenta o nível de cautela neste trecho.
O infográfico também destaca o caminho provável de uma eventual avalanche, causada pela queda do serac, que cruza diretamente a linha atual de progressão. Isso obriga os sherpas a trabalharem em janelas muito curtas, com deslocamento rápido e exposição controlada, o que reduz drasticamente o ritmo normal de montagem da rota até o Campo 1 e, consequentemente, afeta toda a sequência da montanha.
Existe ainda uma alternativa de rota, traçada após o acidente de 2014 para evitar justamente essa zona mais perigosa. No entanto, como o próprio infográfico indica, esse desvio acabou sendo abandonado nos anos seguintes por exigir mais escadas, maior complexidade técnica e um tempo de instalação significativamente maior. No ano passado, o SPCC trabalhou com drones para identificar a melhor rota, mas até o momento não há confirmação de que essa tecnologia esteja sendo utilizada novamente neste ano para auxiliar na definição do traçado.
22.04.2026 - 0h01 - Brasil
Cordas atrasadas, mas quanto?
Esse tipo de levantamento você só encontra aqui no Extremos. Falamos sobre o atraso na fixação das cordas, mas o que isso realmente significa? Abaixo, veja em quais datas, ao longo dos últimos 17 anos, foi concluída a instalação das cordas na Cascata de Gelo. A partir disso, tire sua própria conclusão sobre o quanto a temporada está atrasada. As cordas ainda não chegaram no Campo1.
| QUANDO A CASCATA DE GELO FICOU PRONTA | ||
|---|---|---|
| ANO | DATA | ESCADAS |
| 2009 | 14 de abril | 17 |
| 2010 | 16 de abril | ≈ 24 |
| 2011 | 11 de abril | ≈ 27 |
| 2012 | 4 de abril | ≈ 25 |
| 2013 | 5 de abril | ≈ 28 |
| 2014 | 5 de abril | ≈ 24 |
| 2015 | 4 de abril | 22 |
| 2016 | 12 de abril | 23 |
| 2017 | 2 de abril | 21 |
| 2018 | 4 de abril | 20 |
| 2019 | 5 de abril | 20 |
| 2020 | Fechada | Fechada |
| 2021 | 3 de abril | ≈10 |
| 2022 | 3 de abril | ≈ 10 |
| 2023 | 5 de abril | ≈ 7 |
| 2024 | 16 de abril | ≈ 5 |
| 2025 | 10 de abril | 5 |
| 2026 | - | - |
21.04.2026 - 13h - Brasil
Brasileiros
Já temos quatro brasileiros no Campo Base do Everest (5.364 m). Hoje chegaram Roberto Lucchese e Eduardo Gouveia.
• Francisco Campos fez hoje dois dias em um: saiu de Namche Bazaar (3.440 m), passou por Tengboche (3.867 m) e vai dormir em Pangboche (3.985 m).
Desistência
• Ryan Mitchell, 21, desistiu da expedição e está retornando aos Estados Unidos após desenvolver HAPE (edema pulmonar de altitude) e registrar níveis perigosamente baixos de oxigenação no sangue, muito abaixo do normal no Campo Base do Everest (5.364 m). Ele e seu parceiro de escalada, Justin Sackett, chegaram em março para aclimatação antes de tentar o Everest/Lhotse sem oxigênio. Após uma pausa em Katmandu (1.400 m), voltaram à montanha, mas Ryan piorou, precisou descer para Lukla (2.860 m), onde foi diagnosticado, e agora segue de volta para casa, frustrado, mas em bom estado. Justin continuará a tentativa sem oxigênio.
17.04.2026 - 08:46 Brasil
Podcast
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16.04.2026 - 14h - Brasil
Primeira polêmica do ano
Após um quadro preocupante próximo ao acampamento base, o americano Ryan Mitchell precisou utilizar oxigênio suplementar devido à baixa saturação e risco de edema pulmonar. A decisão rápida de interromper a subida e iniciar a descida foi determinante para evitar uma situação mais grave.
Ele desceu pelo Vale do Khumbu até Lukla, onde já apresenta melhora significativa. Segundo atualização recente, seu estado está estável, com os níveis de oxigenação normalizados e fora de risco imediato.
Apesar da recuperação, o episódio levanta uma questão recorrente na comunidade: mesmo que retorne à montanha e alcance o cume sem o uso adicional de oxigênio, sua escalada não poderá mais ser considerada “sem O2”, já que qualquer uso durante a expedição entra na classificação oficial.
15.04.2026 - 9h - Brasil
Aumentando
Saiu mais uma listagem do Everest. Neste momento, 297 alpinistas já fizeram seu credenciamento para a escalada e estão em Katmandu ou já partiram para o Vale do Khumbu.
| LICENÇAS PARA O EVEREST | ||
|---|---|---|
| HOMENS | MULHERES | TOTAL |
| 234 | 63 | 0 |
| 0% | 0% | |
Atraso na fixação das cordas
À MEDIDA QUE a temporada de primavera de 2026 no Everest começa, a abertura da rota pelo lado nepalês enfrenta atraso na Cascata de Gelo de Khumbu, especialmente na região do Ombro Oeste. Os Médicos da Cascata interromperam os trabalhos devido a grandes seracs suspensos abaixo do Campo 1, com alto risco de colapso, e aguardam a estabilização ou queda natural dessas estruturas antes de retomar a fixação da rota, em um cenário que relembra o acidente de 2014, quando 16 sherpas morreram.
Com a rota indefinida, o cronograma pode ser afetado. A meta é alcançar o Campo 1 até o fim da próxima semana e seguir ao Campo 2, caso as condições permitam.
Visualização da rota
Este ano, a rota comercial está representada inicialmente em linha preta, indicando o caminho ainda sem cordas fixas. Conforme os trabalhos avançarem, ela assume a cor mostarda, facilitando a leitura visual de até onde as cordas foram instaladas. A localização é sempre aproximada, com base nas informações disponíveis.
Brasileiros na montanha
• Diego Ariel chegou hoje ao acampamento base do Everest (5.364 m)
• Gustavo Cordoni chegou hoje a Pangboche (3.985 m)
• Eduardo Gouveia e a esposa estão em Machermo (4.470 m), região mais alta, já sem presença de árvores e com clima mais seco
10.04.2026 - 12h - Brasil
Sem oxigênio suplementar
Ryan Mitchell (21) e Justin Sacket (28) tentarão escalar o Everest sem oxigênio, com suporte mínimo de sherpas apenas para emergências. Ryan já chegou ao cume em 2024, enquanto Justin tem experiência até 6.812 m no Ama Dablam.
Recordes de velocidade
Dois atletas retornam após tentativas frustradas em 2025 devido ao vento:
• Karl Egloff (44), do Equador, tentará subir e descer sem oxigênio
• Tyler Andrews (35) tentará o recorde subindo sem oxigênio até o cume
Múltiplos cumes e recordes
• Kristin Harila (39) planeja escalar Nuptse, Lhotse e Everest sem oxigênio
• Kami Rita Sherpa (55) busca seu 32º cume
• Kenton Cool (51) tenta o 20º cume, recorde entre não-sherpas
• Lhakpa Sherpa (52) pode alcançar seu 11º cume, recorde feminino sherpa
Também cresce o número de alpinistas tentando combinar Everest + Lhotse na mesma expedição.
Wingsuit no Lhotse
Tim Howell (36) pretende novamente saltar de wingsuit do Lhotse, após ter sido impedido pelos ventos no ano passado.
Do Mar ao Cume
Oliver Foran (26), da Austrália, fará uma expedição completa desde o nível do mar. Ele busca quebrar o recorde de 67 dias, mirando 60 dias:
• 1.150 km de bicicleta
• 150 km de trekking
• aclimatação no Mera Peak
• tentativa ao Everest
Do Mar ao Mar
O romeno Madalin Cristea (26) está em um projeto Global, escalando os pontos mais altos de cada continente partindo do nível do mar, sempre a pé.
Após Aconcágua e Kilimanjaro, agora segue rumo ao Everest, em um trajeto de mais de 2.000 km.
07.04.2026 - 12:34 Brasil
Brasileiros
Esses são os brasileiros já confirmados que irão escalar o Everest em 2026.
01.03.2026 - 15h - Brasil
Dados do Everest
Criei um gráfico que sobrepõe as mortes e os cumes totais, divididos por décadas. Acredito que, ao analisar por década, fica mais fácil entender o rumo que estamos tomando na escalada do Everest.
26.02.2026 - 17h - Brasil
Cumes da Face Sul X Face Norte
Este gráfico mostra a evolução do número de cumes no Everest pelas rotas da Face Sul, no Nepal, e da Face Norte, no Tibet, ao longo dos últimos 20 anos. A diferença é evidente: a Face Sul concentra a maior parte das ascensões, impulsionada por uma logística mais estruturada, maior oferta de expedições comerciais e temporadas com janelas climáticas e políticas mais estáveis. Já a Face Norte, historicamente mais técnica e sujeita a restrições políticas e operacionais, apresenta números menores e oscilações mais acentuadas. Eventos extraordinários, como avalanches, o terremoto de 2015 e a pandemia, provocam quedas abruptas nas estatísticas, lembrando que, no Everest (8.848 m), nada é totalmente previsível.
25.02.2026 - 8h15 - Brasil
Everest fechado pelo lado norte
O lado norte do Everest permanecerá fechado nesta primavera por decisão da Associação de Montanhismo China-Tibet (CTMA). A medida ocorre em meio a uma investigação política ligada a um polêmico espetáculo de fogos de artifício realizado em setembro passado nos arredores de Shigatse, no Tibet. O evento gerou críticas por possível impacto ambiental, perturbação da fauna local e desrespeito às montanhas, provocando a destituição de autoridades regionais. Enquanto o processo não for concluído, expedições internacionais não poderão operar pela face tibetana da montanha.
A decisão lembra 2023, quando o lado norte também foi fechado para estrangeiros, embora tenha permanecido aberto para cidadãos chineses. Desta vez, porém, há incerteza se a restrição será mais ampla, já que envolve diretamente o governo regional de Shigatse. Operadoras ainda aguardam comunicação formal definitiva, mas diversas já trabalham com planos alternativos.
O fechamento não atinge apenas o Everest. Cho Oyu e Shisha Pangma, ambos localizados no distrito de Shigatse, também permanecerão fechados ao menos durante a primavera, afetando expedições programadas para abril e maio. A medida impacta guias, atletas e empresas que planejavam utilizar a rota tibetana nesta temporada.
19.02.2026 - 9h40 - Brasil
Novas regras?
O Nepal aprovou um novo Projeto de Lei do Turismo que muda diretamente o jogo no Everest. Pela nova regra, quem quiser tentar o cume precisará ter escalado antes um pico de 7.000 metros no próprio Nepal. A justificativa é clara: reduzir o número de inexperientes na montanha, diminuir congestionamentos e aliviar os resgates. Ao mesmo tempo, a medida fortalece o mercado local, ao obrigar estrangeiros a investir primeiro em montanhas nepalesas, mantendo royalties e operações dentro do país.
O texto também exige atestado médico recente para todos os integrantes da expedição, inclusive a equipe local, além da apresentação prévia de um plano detalhado de rota e estilo de ascensão. Cria ainda um fundo ambiental unificado para gerenciar taxas e depósitos relacionados ao lixo. Não há limite para o número de permissões anuais, e o uso de helicópteros e drones segue sem regulamentação específica. A lei ainda precisa concluir a tramitação, o que pode acelerar os planos de quem pretende escalar antes que a regra entre em vigor.
O EDITOR: Todos os anos, às vésperas da abertura da temporada, o governo do Nepal divulga novas regras que raramente se concretizam. Não vejo como seja possível aprovar e implementar a regra dos 7.000 m já para 2026.
06.02.2026 - 10:30 Brasil
Temporada 2026
Em abril começa mais uma temporada de escalada do Everest, e pelo 21º ano seguido estarei aqui fazendo a Cobertura Online. Aguardem!
SORTEIO: Faremos alguns sorteios durante a temporada.
05.02.2026 - 08:00 Brasil
Brasileiros no Cume
Conheça todos os 41 brasileiros que alcançaram o cume do Everest, alguns dos quais em mais de uma ocasião.
PERGUNTA
Você teria coragem de escalar o Everest?
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O trekking ao Campo Base do Everest é a trilha mais desejada por todo aventureiro e Elias Luiz relata a sua grande jornada pelo Nepal e também pelo Tibet, passando pela face norte.
A Great Divide Trail, com seus 1.100 km é uma das trilhas mais inóspitas, difíceis e bonitas do planeta. Embarque junto com Elias Luiz e Daiane Luise nessa aventura repleta de ursos.
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