MONTANHISMO
Elias Luiz  |  03.03.2025  •  17:20

No cume do Monte Everest, a 8.848 metros, a pressão atmosférica é de apenas 33 kPa, o que equivale a cerca de 32% da pressão ao nível do mar, com uma pressão parcial de oxigênio no ar inspirado de aproximadamente 47-50 mmHg. Essa condição causa hipóxia severa, comprometendo a oxigenação do sangue e desafiando a resistência física e mental. O oxigênio suplementar, fornecido por cilindros a um fluxo comum de 4 litros por minuto, eleva a concentração de O₂ no ar inalado, aumentando a pressão parcial de oxigênio nos pulmões. Isso faz o corpo "sentir" como se estivesse a cerca de 5.000 a 5.500 metros, semelhante à altitude do Kilimanjaro, facilitando a respiração e reduzindo o risco de colapso em um ambiente extremo.

Extremos Store


Imagem da Notícia
Via Alpina
Elias Luiz
R$ 79 • frete grátis
Imagem da Notícia
Everest
Elias Luiz
R$ 79 • frete grátis
Imagem da Notícia
Patagonia
Elias Luiz
R$ 79 • frete grátis

Como Funciona a Parceria Apple e Starlink?

Reinhold Messner, pioneiro que escalou o Everest sem oxigênio suplementar, considera o uso de cilindros um "atalho" que diminui a autenticidade da escalada. Para ele, o oxigênio transforma o confronto brutal com a montanha em uma experiência mais acessível, mas menos genuína. Estudos mostram que cada litro por minuto de oxigênio reduz a altitude fisiológica em cerca de 1.000 a 1.500 metros, e com 4 L/min, o alpinista enfrenta condições muito menos severas do que os 8.848 metros reais. Essa "mágica" do oxigênio permite que mais pessoas alcancem o cume, mas, para puristas como Messner, apenas quem enfrenta a montanha sem artifícios vivencia sua verdadeira magnitude.

Apesar de salvar vidas, o oxigênio suplementar não elimina todos os riscos, como baixa pressão atmosférica ou a possibilidade de falha no equipamento, que podem agravar o perigo de edema cerebral ou pulmonar. Para muitos, os 4 L/min são essenciais para tornar o sonho do cume realidade, mas o debate ético permanece: escalar com oxigênio é uma conquista inferior? É exatamente por isso que, quando um brasileiro escalar o Everest sem o uso de cilindros de oxigênio suplementar e retornar vivo, ele redefinirá o ranking dos brasileiros que chegaram ao topo do mundo, marcando um feito histórico que ecoará como um testemunho de coragem e autenticidade no montanhismo.

Por enquanto, o serviço está em fase beta nos EUA, mas os planos de expansão global já estão em andamento. A SpaceX trabalha para firmar parcerias com operadoras locais em outros países, enquanto a Apple ajusta seus dispositivos para suportar a rede em larga escala. A empresa planeja alcançar um total de 12.000 satélites no futuro próximo, com uma possível extensão para até 42.000, conforme autorizações regulatórias, para garantir cobertura global robusta. O resultado? Um iPhone que pode manter você conectado em qualquer canto do planeta, sem depender de torres de celular ou infraestrutura terrestre.

Por Que Isso É Essencial para o Mundo da Aventura?

Para quem vive o extremo – seja escalando montanhas remotas, navegando em alto-mar ou explorando florestas densas – a conectividade é mais do que conveniência: é uma questão de segurança, planejamento e até mesmo de compartilhar experiências em tempo real. A parceria entre Apple e Starlink chega como um divisor de águas para esse público por vários motivos:

1 Segurança em Primeiro Lugar: Imagine estar no topo do Aconcágua, na cordilheira dos Andes, ou perdido em uma trilha na Amazônia. Sem sinal de celular, uma emergência pode se transformar em uma situação crítica. Com a integração Starlink nos iPhones, aventureiros poderão enviar mensagens de socorro, compartilhar sua localização ou até fazer chamadas de voz para equipes de resgate, mesmo nos lugares mais isolados. Essa capacidade pode literalmente salvar vidas.
2 Planejamento e Navegação em Tempo Real: Exploradores dependem de mapas, previsões meteorológicas e atualizações constantes. Com acesso à internet via satélite, será possível baixar dados atualizados ou ajustar rotas em locais onde antes só havia o instinto e um mapa de papel. Kayakistas em rios remotos ou alpinistas em picos gelados terão uma ferramenta poderosa para se adaptar às condições em tempo real.
3 Conexão com o Mundo: Para os aventureiros que adoram documentar suas façanhas, a parceria abre a possibilidade de postar fotos, vídeos ou até fazer lives diretamente de cenários extremos. Imagine transmitir ao vivo uma escalada no Himalaia ou um mergulho nos recifes mais profundos do Pacífico – algo impensável até agora sem equipamentos caros e complexos.
4 Sustentabilidade e Exploração Responsável: A conectividade também pode apoiar projetos de conservação e expedições científicas em áreas remotas. Pesquisadores em campo, como na Antártida ou em desertos africanos, terão uma linha direta para coordenar esforços e compartilhar dados, promovendo uma exploração mais consciente e informada.

Desafios e o Futuro da Parceria

Apesar do potencial transformador, a parceria enfrenta obstáculos. A aprovação regulatória em diferentes países, como ajustes na densidade de fluxo de potência exigidos pela FCC nos EUA, é um dos desafios técnicos a superar. Além disso, a expansão global depende de acordos com operadoras locais e da capacidade da SpaceX de lançar mais satélites – atualmente, cerca de 20 a 23 por lançamento semanal – para atingir sua meta de 12.000 e, quem sabe, os 42.000 planejados. No Brasil, onde a Starlink já opera mas enfrentou questões legais, como o bloqueio temporário de contas em 2024, a implementação pode levar tempo.

Ainda assim, o futuro é promissor. A SpaceX planeja aprimorar a tecnologia "Direct to Cell" para suportar velocidades de dados maiores, permitindo navegação na web e streaming em iPhones. Para o mundo da aventura, isso significa que os limites da exploração estão sendo redefinidos – o isolamento não será mais um obstáculo, mas uma escolha.


Pergunta
Em que aventura você utilizaria esse novo sistema?

comentários
LIVROS

COMPRE AGORA

Elias Luiz possui um estilo de escrita singular, proporcionando aos leitores a sensação de fazerem parte da aventura enquanto percorrem as páginas do livro. Repleto de reflexões sobre a vida moderna e superação, apresentando a experiência única de viver um grande aventura em meio à natureza. As obras são enriquecidas com fotos e mapas que estimulam a imaginação do leitor. É impossível mergulhar na leitura sem sentir o desejo de colocar uma mochila nas costas e vivenciar sua própria jornada. Boa leitura e boas aventuras!

 

R$ 79 / frete grátis
  • 340 páginas
  • 70 fotos
  • 23 mapas

Suíça e Liechtenstein

(2 reviews)

Elias Luiz percorreu 390 km pela Via Alpina, atravessando a Suíça de Vaduz a Montreux, superando 23.500 metros de altimetria e transformando essa jornada em seu novo livro de aventura.

R$ 79 / frete grátis
  • 324 páginas
  • 70 fotos
  • 29 mapas

Argentina e Chile

(881 reviews)

Elias Luiz percorreu trilhas de longa distância em Bariloche, diversos roteiros em El Chaltén, o magnífico Circuito O em Torres del Paine e o Circuito Dientes de Navarino em Puerto Williams.

R$ 79 / frete grátis
  • 276 páginas
  • 75 fotos
  • 20 mapas

Nepal e Tibet

(917 reviews)

O trekking ao Campo Base do Everest é a trilha mais desejada por todo aventureiro e Elias Luiz relata a sua grande jornada pelo Nepal e também pelo Tibet, passando pela face norte.

R$ 79 / frete grátis
  • 320 páginas
  • 60 fotos
  • 1 mapa

Canadá

(722 reviews)

A Great Divide Trail, com seus 1.100 km é uma das trilhas mais inóspitas, difíceis e bonitas do planeta. Embarque junto com Elias Luiz e Daiane Luise nessa aventura repleta de ursos.

R$ 79 / frete grátis
  • 272 páginas
  • 66 fotos
  • 1 mapa

Suécia e Noruega

(793 reviews)

Você está prestes a conhecer uma das regiões mais selvagens da Europa, na Lapônia, acima do Círculo Polar Ártico, repleta de ursos, lobos, renas e a magistral Aurora Boreal.

R$ 55 / eBook
  • 300 páginas
  • 60 fotos
  • 12 mapas

França, Itália e Suíça

(3.728 reviews)

Para você que sonha em colocar a mochila nas costas e fazer uma viagem de aventura, este livro será uma grande inspiração. Elias Luiz narra a sua aventura pelos Alpes.

Se você sonha em fazer uma caminhada de longa distância, aproveite o roteiro oferecido por Elias Luiz, onde ele refaz a trilha original do seu livro Tour du Mont Blanc. Serão 170 km em 11 dias de caminhada e dias de descanso na charmosa Chamonix e em Courmayeur. Viva essa experiência!



O MELHOR DO TMB

Passeios inclusos para o Mer de Glace e Aiguille du Midi.

BAGAGEM

Transporte de bagagem incluso. Você caminhará leve.

OFERTA ESPECIAL

€ 4.290,00 dividido em 3 parcelas o trecho terrestre.

DEPOIMENTOS

"Gostaria de registrar o carinho e capricho que tens com os leitores. Como sou leitor das antigas prefiro o livro impresso! Ainda fico ansioso pela chegada de um novo livro. O teu vai além de um "simples" livro. Tem qualidade, interatividade, arte, uma fotografia fantástica e uma ótima e envolvente história. Obrigado por me inspirar a buscar cada vez mais a 'Waldeinsamkeit' .
Alles Gutes für dich!"

Rafael SilvaLeitor de Rocky Mountains

"Adorei Elias! Senti emoção, medo, achei que você é maluco, senti saudades, fiquei com vontade de fazer a trilha, e no final desisti… mas não de fazer trilhas tá! Só desse final perigoso! Parabéns pelo livro, pela coragem e determinação! Parabéns por nos inspirar, por fazer olhar o mundo de diferentes formas. Por nos mostrar que devemos sair da rotina, sentir a natureza, viajar… e o que mais precisamos é ter um coração em paz e bons amigos!"

Kelly Cardelli Leitora de Patagonia

"Obrigada Elias, o livro é sensacional! A riqueza de detalhes impressiona, devorei o livro ontem a noite, em muitos momentos me emocionei e me senti caminhando contigo a cada parágrafo que ia lendo. Você conseguiu passar a emoção vivida, e isso é sensacional pra nós leitores! Não vejo a hora de estar lá!"

Anelize Damy Leitora de Tour du Mont Blanc

"Completar o TMB com o Extremos foi uma experiência incrível. Uma trilha desafiadora pelo desnível, mas que te recompensa sempre com paisagens deslumbrantes, natureza preservada, sabores, sons e água pura. Passamos por três países, cidades, vilarejos, refúgios aconchegantes, florestas e fazendas, sempre com a montanha por perto nos mostrando sua grandiosidade e beleza. Uma imersão intensa na cultura alpina e no espírito de união entre os hikers que encontramos na trilha.

Marcos Ribeiro Hiker do TMB