García conta que autoridades já consideram que membros de uma expedição desaparecida estão mortos
O montanhista Alfredo García, que está voltando do Himalaia depois de escalar o Broad Peak, contou que as últimas informações difundidas pelas autoridades paquistanesas e chinesas falam de 18 mortos durante a sucessão de acidentes na montanha K2 há três dias.
García disse que as autoridades estão dando como mortos vários membros de uma expedição da qual não se tem notícias desde o dia dois já que "fisicamente é impossível que continuem vivos a mais de 8.000 metros".
Esta expedição teria principalmente americanos, que em julho teriam se encontrado algumas vezes com montanhistas mexicanos que acompanham Alfredo García em sua volta do Himalaia para Islamabad. O espanhol também relatou que várias pessoas foram resgatadas com várias partes do corpo seriamente congeladas.
- Depois desta catástrofe, é necessário analisar muitas coisas para que não voltem a acontecer no futuro - diz.
Muitos acidentes e a atração fatal
García explicou que aconteceram vários acidentes no mesmo dia.
- Um deles foi um desprendimento de gelo que não poderia ser previsto, mas alguns montanhistas chegaram tarde demais ao topo, por volta das oito da noite, e assim era impossível descer com segurança.
Este grupo que desceu do topo mais tarde foi o que teve várias vítimas.
- Algumas porque tentaram descer pelo local onde a neve arrastou as cordas e outras porque ficaram esperando e congelaram - conta.
Um dos casos mais dramáticos é o dos dois coreanos que "quando quiseram andar, estavam com as pernas congeladas e seus companheiros tiveram que deixá-los lá.
- O K2 é uma montanha que cativa e atrai montanhistas de todo o mundo e acredito que vai continuar assim, apesar de que quando se vai, sabe-se o que te espera - analisa García.





