Uma jornada por vulcões, geleiras, águas termais e pela cultura de um povo que aprendeu a viver em harmonia com a força da natureza.
Por que falar da Islândia?
Sou um viajante apaixonado por natureza, cultura e já estive em muitos cantos exóticos deste nosso planeta. Lembro-me, como se fosse hoje, de cada uma das experiências mais marcantes mundo afora. Trekkings do Base Camp do Everest e do Tour du Mont Blanc, viagens de navios pela Antártida e pela Groenlândia, escaladas do Kilimanjaro e do Monte Fuji, viagem ao Alaska, aos fjords noruegueses e às duas ilhas neozelandesas, algumas escaladas invernais de vulcões argentinos e chilenos, caravana de dromedário e noite no Saara, vivência de algumas noites na selva amazônica, ter estado em Galápagos e na Ilha de Páscoa… são várias experiências inesquecíveis que me vem à mente. A Islândia tenderia a ser “apenas” mais uma, certo?
Não, definitivamente, não! A Islândia, onde passei algumas semanas em julho de 2023 com minha família e grandes amigos, foi o local e a experiência de natureza mais espetacular que já vivenciei… Nenhum outro país me marcou tanto quanto esta ilha mágica. E por isso decidi escrever este artigo.
Nunca estive em um lugar tão radicalmente puro, selvagem, extremo, intenso e, ao mesmo tempo, muito desenvolvido e organizado. É um destino que combina a força extrema do Planeta Terra, a fantástica história de povos desbravadores, a natureza em seu sentido bruto e a serenidade de um povo que aprendeu a viver em harmonia com ela.
Como exploramos a Islândia?
Decidimos rodar e conhecer a Islândia primeriamente por terra, desbravando o máximo de cantos do país, com calma. Para isso, alugamos 3 motorhomes, um cada família, e fomos decidindo juntos, dia a dia, o que exploraríamos nas próximas 24 horas. Era verão islandês, o que significava que tínhamos das 5 da manhã até depois da uma ou duas da manhã com luz, dada a latitude do país. Dava para fazer muita coisa em cada dia!
Após a jornada em motorhome, pegamos um navio, mais uma semana, e este parou em lugares mais longínquos e mais inacessíveis por terra.
Acima, em vermelho nosso trajeto em motorhome e, em azul, o de navio.
A maneira mais interessante de ter um “general overview” minimamente profundo da ilha é percorrer a “ring road”, estrada espetacular de 1.330 km que circula a ilha.
Introdução a este outro planeta chamado Islândia
Viajar pela ring road, a estrada circular que contorna toda a ilha, é testemunhar o planeta em constante metamorfose. Em um único dia, é possível literalmente cruzar um vulcão ou campo de lava recente, mergulhar em águas cristalinas que separam continentes, visitar um gêiser, presenciar uma de várias das maiores cachoeiras do mundo (sim, eles têm várias!), passar por uma praia de areia negra, visitar um glaciar estrondoso e ainda terminar em alguma hotspring de águas quentes naturais.
A Islândia é o tipo de lugar que não se explica apenas com fotos ou palavras. Ela se sente. Ela pulsa. É um território onde a natureza ainda comanda, onde o vento parece sussurrar histórias antigas e o solo quente sob os pés lembra que o planeta está vivo, respirando sob nossos olhos.
Com exceção da capital, Reykjavik, e outras pequenas vilas ou municípios, o resto da ilha é natureza pura! Glaciares, montanha, vulcões, lagos, rios, cachoeiras, praias, cavernas… tudo separado por poucos quilômetros um do outro. Esta quantidade de atrações naturais fantásticas e seus nomes impronunciáveis podem tornar difícil o planejamento de como visitar a Islândia.
Entre dois mundos – a ilha onde a Terra se divide
A Islândia é literalmente um país partido ao meio. Situada entre a América do Norte e a Eurásia, sobre a Dorsal Mesoatlântica, a ilha é o ponto onde duas placas tectônicas se afastam lentamente — cerca de dois centímetros por ano — criando um espetáculo geológico permanente.
É um laboratório natural a céu aberto: vulcões ativos, gêiseres que irrompem como relógios, cachoeiras que parecem saídas de outro planeta, desertos de cinzas e geleiras que escondem vulcões adormecidos sob toneladas de gelo.
Os vikings e o nascimento da Islândia
A história da Islândia começa com o mar e com os vikings que o desafiaram. Por volta do final do século IX, navegadores vindos da Noruega, fugindo de conflitos e da centralização do poder, cruzaram o Atlântico Norte em embarcações de madeira e encontraram esta ilha aparentemente inóspita. Esses primeiros colonos trouxeram consigo não apenas técnicas de navegação e sobrevivência, mas também um modo de vida que moldaria para sempre a identidade islandesa.
O espírito viking — de coragem, resiliência e independência — ainda vive no DNA cultural do país. A forma como os islandeses valorizam a liberdade individual, a cooperação comunitária e o respeito à natureza remonta diretamente àqueles primeiros exploradores.
O Alþingi (parlamento islandês), fundado em 930 d.C., foi criado por esses colonos como uma assembleia popular ao ar livre, onde líderes se reuniam para decidir as leis e resolver disputas. Esse mesmo parlamento continua existindo até hoje, tornando a Islândia uma das democracias mais antigas e estáveis do mundo.
As antigas sagas islandesas — narrativas épicas escritas nos séculos XII e XIII — preservam as histórias desses pioneiros e suas viagens, batalhas e dilemas morais. Elas são mais do que literatura: são o retrato da alma viking em palavras, e até hoje influenciam o modo como o povo islandês se enxerga.
Em aldeias costeiras é possível sentir a presença desse passado pulsando entre os fiordes e os ventos do Atlântico. A Islândia é, em muitos sentidos, o último bastião do legado viking — não como conquista, mas como convivência entre homem e natureza em estado puro.
Fogo e gelo: a Islândia que desafia a lógica
A Islândia é o único país do mundo onde é possível caminhar dentro de uma caverna de gelo pela manhã e observar a lava escorrendo de um vulcão ativo à tarde. Essa convivência entre extremos define não só a paisagem, mas também a alma islandesa.
Lá, a aventura é constante — e segura. Você pode dirigir por horas sem ver ninguém, parar o motorhome ao lado de uma montanha coberta de musgo e dormir com o som do vento.
É um país de contrastes e tranquilidade: um dos lugares mais remotos da Terra, mas também um dos mais felizes e seguros.
Outro contraste são os meses de verão e de inverno. De dias quase inteiros de luz e calor, até dias quase todos escuros, de frios muuuito intensos e de neve pesada.
O povo islandês, descendente direto dos vikings, tem uma relação quase espiritual com a natureza. O respeito pelos elementos é visível em tudo: na arquitetura, no uso da energia geotérmica e até na forma como as histórias são contadas. É uma cultura que entende a força do ambiente e, em vez de combatê-lo, aprendeu a viver em harmonia com ele.
Curiosidades que tornam a Islândia ainda mais mágica
Durante nossa viagem por lá, descobri que a Islândia é um país de curiosidades quase surreais.
A ilha tem 11% de seu território coberto por gelerias (glaciares), existem mais de 10 mil cachoeiras e 130 vulcões!
Muitos islandeses acreditam em elfos e criaturas ocultas, e algumas obras de infraestrutura já foram desviadas para não “perturbar” essas entidades invisíveis.
No Parque Nacional de Þingvellir, é possível ver marcas das duas placas tectônicas (norteamericana e euroasiática) se separando. Existe até uma fissura com água glaciar que pode-se mergulhar e ver este encontro das placas!
Não existem sobrenomes tradicionais: as pessoas usam patronímicos, ou seja, o nome do pai seguido de “-son” (filho) ou “-dóttir” (filha).
A Islândia conquistou sua independência apenas em 1944, após séculos sob domínio norueguês e dinamarquês, e desde então construiu uma das democracias mais sólidas do planeta, com uma identidade forte, singular e profundamente conectada à sua natureza selvagem.
Surtey, uma pequena ilha na costa da Islândia, é considerada e ilha mais nova do planeta Terra. Ela literalmente emergiu entre 1963-67 após uma erupção vulcânica no fundo do mar. Em piucos meses, fundos e bactérias já populavam a ilha. E hoje já são centenas de platas e animais invertebrados.
Ninguém pode pisar nesta ilha e ela é usada para estudos de como a terra evolui com o passar do tempo.
Água quente no fim do mundo – Termas que aquecem a alma
Poucos lugares no planeta transformaram a energia do subsolo em parte tão essencial da vida cotidiana quanto a Islândia. Em um país moldado pelo frio, pelo vento e pela imprevisibilidade do clima, a água quente que brota da terra não é apenas um atrativo turístico: é um elemento cultural, social e quase terapêutico.
As hotsprings islandesas existem porque o país repousa sobre um dos sistemas geotérmicos mais ativos do mundo. A mesma força que alimenta vulcões e gêiseres aquece aquíferos subterrâneos, criando piscinas naturais espalhadas por toda a ilha. Algumas são sofisticadas e arquitetonicamente desenhadas, outras são simples poças de água quente no meio do nada, acessíveis apenas através de trilhas ou longas estradas de cascalho.
Entrar em um desses termas é uma experiência que vai muito além do conforto físico. Imagine o contraste: o vento gelado cortando o rosto, a paisagem árida ao redor, o cheiro sutil de enxofre no ar — e o corpo submerso em água quente, envolvido por vapor, como se a própria Terra estivesse oferecendo abrigo. É um momento de silêncio, contemplação e conexão profunda com o ambiente.
Os islandeses crescem frequentando piscinas geotérmicas. Elas funcionam como verdadeiros centros sociais, onde se conversa, se reflete e se desacelera. Não é raro ver reuniões informais, debates políticos ou simples trocas de histórias acontecendo dentro d’água. Para eles, estar em uma hotspring é tão natural quanto tomar um café.
Algumas das mais famosas, como a Blue Lagoon, o Sky Laggon ou os Myvatn Nature Baths, tornaram-se símbolos do país, combinando paisagem surreal com infraestrutura moderna. Mas talvez as experiências mais marcantes estejam nas termas menos conhecidas: piscinas naturais escondidas entre montanhas, rios aquecidos naturalmente ou pequenos tanques de pedra construídos por comunidades locais, onde o tempo parece parar.
Há algo profundamente islandês nesse ritual. Em um lugar onde o ambiente pode ser hostil, os termas representam equilíbrio — o encontro entre o calor que vem de dentro da Terra e o frio que molda a superfície. É a materialização perfeita da Islândia: fogo e gelo coexistindo em harmonia.
Ao final de um dia de estrada, trilhas ou exploração vulcânica, entrar em uma hotspring não é apenas descanso, é parte da jornada. É quando o corpo relaxa, a mente desacelera e a Islândia, silenciosamente, mostra mais uma vez por que é impossível passar por ela sem ser transformado.
Islândia e Groenlândia, dois mundos ligados pelo Ártico
Poucos viajantes percebem, ao chegar à Islândia, o quanto ela está intimamente ligada à Groenlândia. Separadas por pouco mais de 300 quilômetros de oceano no ponto mais estreito, essas duas terras do extremo norte compartilham uma história entrelaçada, uma herança viking comum e uma geografia que parece ter sido moldada pelas mesmas forças ancestrais.
A Islândia sempre foi uma espécie de ponte natural entre a Europa e o Ártico. Foi a partir dela que navegadores vikings, como Erik, “The Red”, partiram rumo ao oeste no século X, chegando à Groenlândia e estabelecendo os primeiros assentamentos europeus na maior ilha do mundo. Durante séculos, Islândia e Groenlândia estiveram politicamente conectadas, primeiro sob domínio norueguês e depois dinamarquês, criando laços administrativos, comerciais e culturais que ainda ecoam até hoje.
Essa proximidade não é apenas histórica, mas também geográfica e logística. Em dias claros, especialmente no norte e no noroeste da Islândia, a sensação de estar às portas do Ártico é palpável. O clima, a luz, o silêncio e a vastidão lembram constantemente que a Groenlândia não está distante — ela começa logo ali, além do horizonte.
Não por acaso, Reykjavik se tornou um dos principais hubs de acesso à Groenlândia. Voos diretos e relativamente curtos conectam a capital islandesa a cidades como Nuuk e Ilulissat, tornando perfeitamente viável combinar os dois destinos em uma única viagem. Em poucas horas, o viajante pode sair de um país de vulcões ativos e fontes termais para aterrissar em um território dominado por gelo eterno, icebergs monumentais e comunidades inuítes.
Do ponto de vista da experiência, visitar Islândia e Groenlândia na mesma jornada é como observar dois capítulos distintos da mesma narrativa do planeta. A Islândia representa a Terra em ebulição, em constante criação. A Groenlândia, por sua vez, simboliza a permanência, o tempo geológico quase imóvel, o silêncio absoluto dos fiordes cobertos de gelo. Juntas, elas oferecem um contraste poderoso e complementar, difícil de encontrar em qualquer outro lugar do mundo.
Há também uma afinidade cultural perceptível. Embora a Groenlândia tenha uma identidade própria fortemente ligada aos povos inuítes, a influência nórdica permanece visível na arquitetura, na língua e nas instituições. Muitos groenlandeses estudam, trabalham ou transitam pela Islândia, reforçando uma relação contemporânea que vai além do turismo e da história.
Para o viajante em busca de aventura, essa conexão transforma a Islândia em algo ainda maior do que um destino final. Ela se torna um portal. Um ponto de partida para compreender o Ártico, suas paisagens extremas, seus povos resilientes e a fragilidade de um mundo que muda rapidamente diante das transformações climáticas.
Explorar Islândia e Groenlândia em uma mesma viagem é atravessar fronteiras físicas e simbólicas. É entender que, no extremo norte do planeta, a natureza não se fragmenta por países, mas se expressa em continuidade — do fogo islandês ao gelo groenlandês, unidos pelo mesmo oceano, pela mesma história e pela mesma sensação de fim de mundo que, paradoxalmente, faz tudo parecer ainda mais vivo.
Quando o chão treme – A perseguição ao vulcão em erupção
Nada, absolutamente nada, me preparou para o momento mais intenso da viagem: estar frente a frente com um vulcão em erupção! Naquele julho de 2023, vivi essa experiência de perto — e ela mudou completamente minha relação com a natureza.
Estávamos nós terminando a “ring road”, 2 semanas rodando esta ilha maravilhosa, quando sai na mídia mundial (obviamente era a conversa de todos na ilha também), que um vulcão tinha acabado de entrar em erupção na Islândia!
Isso por si só, para brasileiros, já é uma notícia pra lá de interessante. Estar ali ao lado então… mas ter a possibilidade, mínima que seja, de chegar perto deste fenômeno já era demais. Mas começamos a investigar…
O vulcão em erupção era na península de Reykjanes, a algumas horas de carro de onde estávamos. Além disso, não se sabia muitas informações sobre o acesso, riscos, se podíamos tentar ver de mais perto ou não. E parecia que o ponto da erupção era uns 15-20 km, 3-4 horas, de trekking, do ponto mais perto que se chegava de carro.
Era nosso último dia com o motorhome (teríamos que entregá-lo às 9:00 do dia seguinte), estávamos bem cansados da volta toda na ilha (com tantas atrações em todos os dias), eu estava com meu pé direito com dores fortes de trekkings dos últimos dias, mas fomos de qualquer forma até o estacionamento mais próximo à erupção (à beira de uma estrada com nenhuma civilização perto). Era meia-noite, fim de um dia que rodamos 300km pela Islândia, com muitas paradas e aventuras… Conversei com minha esposa, nossas duas filhas estavam dormindo em uma das camas do motorhome e pensei: quando na vida que se tem a possibilidade de ver uma cratera de vulcão em erupção, de perto? Coloquei a mochila nas costas, sem saber o que iria encontrar de dificuldades, riscos, dores no corpo, cansaço e sentimentos, saí do motorhome e comecei a andar no escuro completo.
Era um caminho em meio a montes secos e paisagem bem árida. Comecei a cruzar com algumas pessoas voltando. Diziam que estava longe. Segui o trekking com passo firme e decidido a viver esta experiência surreal. Estava bem escuro e muito frio. Não dava para ver o vulcão, nem a erupção. Mas segui. Nada de polícia, bombeiros ou qualquer outra autoridade local. Apenas algumas pequenas placas apontando para o local e sentido do caminho para o vulcão. Depois de umas duas horas de trekking, comecei a sentir cheiro de fumaça e enxofre. Estava perto… Mais uns minutos, vi de longe a fumaça da cratera do vulcão, ainda ao longe, mas me deixou ainda mais ansioso com a experiência. Lá pelas 3 da manhã, o caminho torna a direita e o piso muda completamente. Saio de uma terra dura e entro numa espécie de piso mole, com musgos, de difícil caminhada. Depois de alguns metros, cruzo com um indiano, voltando, que me pára e diz (em inglês, claro): “cara, mais a frente você vai ver um caminho de fumaça completa, que vai dar medo pela falta de visão e risco de você achar que estará pisando em lava recente, mas cruze este caminho e suba uma pequena montanha.” Fiquei obviamente apreensivo mas fui pensando que decidiria quando visse a situação. Mais uns dez minutos e cheguei ao ponto. Muita fumaça de enxofre sim. Cobri meu rosto com uma bandana, para amenizar o que eu respirava de enxofre e, dado que o piso não era lava recente, cruzei e subi a pequena montanha. Já era perto das 4 da manhã e quando atinjo o topo, olho para frente e vejo isso:
Fiquei ali, por talvez uma hora, maravilhado com o que eu estava vendo. Mas senti que dava para descer e caminhar até a boca do vulcão, provavelmente mais meia hora de caminhada naquele ambiente hostil. E fui. Quando chego há uns 200 metros do vulcão, vejo algumas poucas pessoas ainda mais perto e decido ir até lá também, o tempo todo ponderando riscos e o privilégio de presenciar tudo aquilo. E não conseguiria colocar aqui em palavras o que foi ficar a 10-20 metros do magma incandescente saindo de forma violenta da cratera do vulcão a minha frente. Esse era um vulcão do tipo shield ou escudo, e não, estrato vulcões, que são muito mais perigosos, pelas explosões violentas. Os do tipo escudo, a lava sai de forma suave, para algum dos lados e, portanto, teoriamente se está fora do caminho da lava, se está mais seguro.
Chegar à área da erupção foi como entrar em um cenário apocalíptico e, ao mesmo tempo, espiritual. O ar cheirava a enxofre, era quente, o chão vibrava levemente sob os pés e, a cada alguns segundos, ouvia-se grandes estalos da lava saindo da cratera. Fiquei ali, hipnotizado, observando o espetáculo de destruição e criação que definia o verdadeiro significado da palavra vida. A Islândia é um lembrete de que o mundo ainda está se movendo e de que estamos apenas de passagem.
Islândia: o destino definitivo de aventura e natureza
Ao final daqueles dias intensos, entendi que a Islândia é muito mais do que um país bonito. Ela é uma experiência transformadora.
Nenhum outro lugar me fez sentir tão pequeno e, ao mesmo tempo, tão conectado ao universo. Ali, o tempo parece desacelerar, e cada paisagem conta uma história de eras geológicas, de fogo, gelo e sobrevivência.
De todos os destinos que já explorei, a Islândia é o que mais se aproxima da ideia de outro planeta — um lugar onde a Terra mostra sua força em estado puro.
Se há um destino que define o espírito da aventura, é este. A Islândia não é apenas um país: é uma força viva.
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