Utilizar dois bastões de caminhada em trilhas longas é uma prática recomendada por profissionais em atividades ao ar livre e montanhismo, devido aos inúmeros benefícios que oferece em termos de segurança, eficiência e saúde.
Fui obrigado a desistir de uma travessia de longa distância porque minha companheira de trilha estava usando somente um bastão de caminhada. Em trechos nevados, ela enfrentava dificuldades com a estabilidade, caindo com frequência, o que aumentava consideravelmente o risco de acidentes graves, principalmente ao cruzarmos passagens montanhosas cercadas por precipícios. Além disso, o uso prolongado de apenas um bastão acarretava dores constantes em um dos seus ombros.
Abordarei os principais motivos pelos quais você deve considerar o uso.
Dificilmente uma caminhada justifica uma mochila tão grande. Quanto mais espaço disponível, mais equipamentos desnecessários você tende a carregar, o que revela a sua pouca experiência em trilhas. A mochila ideal costuma ter 60 litros ou menos. E o mais importante: nada deve ficar dependurado do lado de fora. Se não cabe dentro da mochila, provavelmente você está levando mais equipamento do que precisa. Acho que uma das maiores mochilas que usei foi uma 50+10 litros, na Great Divide Trail, uma trilha de 1.100 km.
Esse é um erro muito comum. Quando arrumamos a mochila em casa, normalmente organizamos tudo por categorias de equipamentos, e não pela frequência de uso durante a caminhada. Mas basta um ou dois dias de trilha para você descobrir exatamente onde cada item deve ficar. Muitas vezes, a organização ideal muda de uma trilha para outra, dependendo do clima, do terreno e da rotina do dia.
Essa é uma das cenas mais frustrantes quando você termina de arrumar a mochila para mais um dia de trilha e descobre que esqueceu de encher o reservatório de água. O problema é duplo: primeiro, você terá que desfazer parte da organização da mochila. Depois, ao colocar o reservatório cheio, poderá perceber que o volume extra deixou tudo ainda mais apertado.
Nem todos utilizam reservatório de hidratação. Muitos caminhantes preferem carregar dois cantis do tipo Nalgene nos bolsos laterais da mochila. Eu prefiro um reservatório de hidratação complementado por um squeeze maleável, como o Salomon Soft Flask equipado com filtro. Além de ocupar pouco espaço quando vazio, ele permite coletar água diretamente de riachos e nascentes, oferecendo uma opção prática para beber água mais fresca ou preparar um suco durante a caminhada. Por isso, antes de fechar a mochila, vale a pena conferir se todo o sistema de hidratação já está abastecido e pronto para o dia de trilha.
Essa é uma conta que deve ser feita com cuidado. Tudo depende de quantos dias você passará na trilha e do seu consumo diário. Com essas informações, fica mais fácil escolher entre um cartucho pequeno, médio ou grande.
Na Great Divide Trail, como se tratava de uma trilha inóspita e com difícil acesso a pontos de reabastecimento, nossa estratégia era sempre ter um cartucho de reserva para a dupla. A GDT é dividida em sete etapas e, na maioria delas, passávamos até dez dias sem qualquer contato com a civilização. Por isso, não havia margem para erro quando o assunto era a quantidade de gás disponível para a caminhada.
Além de servir para preparar refeições quentes e chá, o fogareiro entra na categoria dos itens essenciais em regiões remotas. Em uma situação de emergência, ele pode ser a diferença entre passar uma noite desconfortável e conseguir manter o corpo aquecido por mais tempo.
Eu sempre levo comida para um dia a mais do que o necessário. Essa é a minha reserva. Se o trecho que eu vou atravessar são de 8 dias, levo comida para 9 dias. Se acontecer algum problema
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