TREKKING
Por: Elias Luiz  |  28.01.2024  •  07:00

Por décadas, o peso base de dez libras (4,54 kg) tem sido o santo graal dos entusiastas da caminhada ultraleve  - Ultralight Backpacking ou Lightweight Backpacking. Ficar abaixo dessa marca significava ingressar oficialmente no seleto Clube dos Ultraleves. Porém, mesmo uma diferença acima mínima na balança poderia deixar o aventureiro em apuros, levando-os a medidas extremas como cortar o cabo da escova de dentes ou se desfazer de embalagens. No entanto, com o avanço da tecnologia e a consequente redução do peso dos equipamentos, é hora de questionar se essa obsessão pelo limite de dez libras (4,54 kg) ainda faz sentido.

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O renomado autor e explorador Ray Jardine pode ser considerado o padrinho do movimento ultraleve moderno, com suas inovadoras mochilas sem armação e lonas minimalistas. No entanto, mesmo ele nunca estabeleceu um número rígido para o peso base ideal. Esse conceito de um limite de peso base de dez libras (4,54 kg) ganhou popularidade nos últimos anos, tornando-se uma referência amplamente reconhecida entre os entusiastas das trilhas de longa distância.

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O peso base é o peso total dos equipamentos essenciais que um mochileiro carrega em sua mochila durante uma viagem, excluindo itens consumíveis como comida, água e combustível. Em outras palavras, é o peso da mochila e seu conteúdo básico, incluindo barraca, saco de dormir, isolante térmico, fogareiro, roupa, kit de primeiros socorros, entre outros itens necessários para a viagem.

A maior preocupação ao montar uma mochila para uma expedição de trekking ultraleve é garantir que os três principais elementos, conhecidos como "Big Three" — a Mochila, o Sistema de Dormir e a Barraca — sejam leves o suficiente. É importante notar que o sistema de dormir não se resume a um único item; ele é composto por um conjunto de componentes, como isolante térmico ou colchonete inflável, saco de dormir ou liner e travesseiro.

Atualmente, existe uma variedade de marcas disponíveis, desde as grandes marcas consolidadas até aquelas mais independentes, que nos auxiliam na escolha entre abraçar uma abordagem mais radical, com um Big Three de apenas 900 gramas, ou adotar uma abordagem mais conservadora, com um peso de até 2,9 kg. Naturalmente, quanto mais pesado o equipamento, mais confortável ele tende a ser e, muitas vezes, mais durável também.

A ideia primordial de carregar menos peso na mochila é que, ao estar mais leve, você poderá caminhar uma distância maior por dia. Essa premissa é fundamental para os adeptos do trekking ultralight, que buscam maximizar sua eficiência e conforto durante suas jornadas. Reduzir o peso da mochila não apenas facilita o deslocamento, mas também reduz a fadiga do corpo, permitindo que os aventureiros explorem novos territórios com mais agilidade e resistência.

No entanto, essa fixação por números está se tornando obsoleta em um mundo onde os equipamentos ultraleves estão mais acessíveis do que nunca. O que importa não é apenas o peso que carregamos, mas se esse peso está alinhado com nossas necessidades específicas para cada viagem. Os verdadeiros desafios do trekking ultraleve não estão em atingir um peso arbitrário, mas sim em levar o equipamento certo para garantir segurança, conforto e diversão em cada jornada.

O peso base de dez libras (4,54 kg) pode ter sido uma métrica útil no passado, mas agora é hora de olharmos além desse limite restritivo e abraçarmos uma abordagem mais pessoal do mochilão ultraleve. Em vez de nos apegarmos a números, devemos nos concentrar em levar o mínimo necessário para maximizar nossa experiência ao ar livre. No final das contas, ser ultraleve não se trata de alcançar um peso base específico, mas sim de encontrar o equilíbrio perfeito entre funcionalidade e conforto em cada aventura.

Com certeza, eu seria expulso do Clube dos Ultraleves, pois logo descobririam que carrego 5 kg de equipamentos de fotografia em minhas expedições, enquanto uma pessoa comum carrega apenas o celular. Eu sempre optei por utilizar o peso base apenas como referência, buscando maneiras de manter minha mochila mais leve, mesmo com os itens extras que preciso levar.

Como diminuir o peso da mochila no Ultralight Backpacking

As pessoas adeptas ao ultralight backpacking costumam adotar uma série de estratégias para reduzir o peso de suas mochilas. Algumas dessas estratégias incluem:

  1. Escolha do equipamento
  2. Corte de itens desnecessários
  3. Técnicas de embalagem eficientes
  4. Redução de quantidade
  5. DIY (Faça você mesmo)
  6. Reavaliação contínua

Essas são apenas algumas das estratégias comuns utilizadas pelos entusiastas do ultralight backpacking para diminuir o peso de suas mochilas e maximizar a eficiência durante suas aventuras ao ar livre.

Vale lembrar que naturalmente cada trilha demanda equipamentos diferentes, o que influencia diretamente no peso final da mochila. Existem trilhas onde é necessário reabastecer mantimentos a cada 2 dias, outras a cada 5 dias, e já fiz uma trilha onde precisei levar comida para 12 dias. Algumas trilhas permitem dormir em refúgios todas as noites, eliminando assim a necessidade de carregar itens de camping, o que resulta em uma mochila consideravelmente mais leve.

É hora de deixarmos para trás a obsessão pelo peso base e abraçarmos uma nova era de liberdade e flexibilidade na caminhada ultraleve.

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O que você costuma fazer para diminuir o peso da sua mochila? Em que estilo você mais se encaixa?

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Alles Gutes für dich!"

Rafael SilvaLeitor de Rocky Mountains

"Adorei Elias! Senti emoção, medo, achei que você é maluco, senti saudades, fiquei com vontade de fazer a trilha, e no final desisti… mas não de fazer trilhas tá! Só desse final perigoso! Parabéns pelo livro, pela coragem e determinação! Parabéns por nos inspirar, por fazer olhar o mundo de diferentes formas. Por nos mostrar que devemos sair da rotina, sentir a natureza, viajar… e o que mais precisamos é ter um coração em paz e bons amigos!"

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"Obrigada Elias, o livro é sensacional! A riqueza de detalhes impressiona, devorei o livro ontem a noite, em muitos momentos me emocionei e me senti caminhando contigo a cada parágrafo que ia lendo. Você conseguiu passar a emoção vivida, e isso é sensacional pra nós leitores! Não vejo a hora de estar lá!"

Anelize Damy Leitora de Tour du Mont Blanc

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