Uma dupla, não um herói
A primeira ascensão pertence a Hillary e Tenzing Norgay, sustentados pelo trabalho de toda a expedição e dos carregadores himalaios.

Biografias Extremos · 004
O homem que chegou ao topo do Everest e passou o resto da vida construindo escolas, hospitais e pontes para as comunidades que o ajudaram a chegar lá.
Depois do Everest
Hillary e Tenzing chegaram juntos. A fama foi instantânea; a responsabilidade duraria uma vida.
Edmund Percival Hillary nasceu em Auckland em 20 de julho de 1919 e cresceu entre a escola, a apicultura da família e uma imaginação alimentada por livros de aventura.
Uma viagem escolar ao monte Ruapehu revelou a neve ao adolescente tímido. Nos Alpes do Sul da Nova Zelândia, ele transformou resistência física e curiosidade em técnica. Em 1951 chegou ao Himalaia; dois anos depois, na expedição britânica de John Hunt, formou com Tenzing Norgay a dupla que alcançou o cume do Everest em 29 de maio de 1953.
O feito o tornou uma celebridade mundial. Hillary poderia ter vivido repetindo o mesmo cume. Preferiu explorar a Antártica, subir o Ganges e, sobretudo, voltar ao Khumbu. Por meio do Himalayan Trust, ajudou comunidades sherpas a construir as escolas, pontes, pistas e hospitais que elas próprias diziam necessitar.
O homem atrás do cume
Hillary nunca tratou o Everest como uma aventura individual nem permitiu que o topo encerrasse sua história.
A primeira ascensão pertence a Hillary e Tenzing Norgay, sustentados pelo trabalho de toda a expedição e dos carregadores himalaios.
Apicultor e montanhista, levava à altitude resistência, improviso e uma confiança construída pelo trabalho.
Depois do Everest, alcançou o Polo Sul por terra e conduziu uma expedição em lanchas a jato pelo Ganges.
Usou sua projeção para captar recursos e responder às prioridades definidas pelas comunidades do Nepal.
Uma vida além do topo
Montanhas, gelo, perdas e quatro décadas de um compromisso que começou depois da fotografia mais famosa.
Edmund Percival Hillary nasce em 20 de julho, em Auckland, e cresce na região rural de Tūākau.
Uma excursão escolar ao monte Ruapehu desperta uma paixão imediata por montanhas, frio e altitude.
Deixa a universidade e trabalha com o pai e o irmão. Os invernos livres tornam-se temporadas de escalada.
Serve na Força Aérea Real da Nova Zelândia como navegador de hidroaviões Catalina no Pacífico.
Alcança o cume da montanha mais alta da Nova Zelândia e se consolida entre os melhores alpinistas do país.
Escala no Garhwal e integra a expedição de reconhecimento do Everest, estudando a rota pelo lado nepalês.
Às 11h30, Hillary e Tenzing Norgay completam a primeira ascensão confirmada da montanha mais alta da Terra.
Dois homens no cumeRecebe o título de cavaleiro, casa-se com Louise Rose e inicia uma vida pública que jamais havia planejado.
Lidera uma expedição neozelandesa que explora o vale do Barun e escala 23 picos, incluindo o Baruntse.
Lidera o grupo neozelandês da Expedição Transantártica da Commonwealth e ajuda a estabelecer a base no mar de Ross.
Hillary e quatro companheiros chegam ao Polo em tratores Ferguson modificados: os primeiros por terra desde Scott em 1912.
90° SulDepois da expedição Silver Hut, capta recursos e supervisiona a construção da primeira escola do Himalayan Trust.
Uma pista de pouso encurta o acesso ao Khumbu e torna possíveis os projetos de saúde e educação em maior escala.
Inaugura-se o primeiro dos dois hospitais impulsionados por Hillary para atender as comunidades himalaias.
Louise e a filha Belinda morrem num acidente aéreo no Nepal quando viajavam para se juntar a Hillary.
Lidera a expedição Ocean to Sky, subindo o Ganges em lanchas a jato até os Himalaias.
Torna-se alto-comissário na Índia e, após o incêndio de Tengboche, ajuda a mobilizar a reconstrução do mosteiro.
Recebe cidadania honorária, reconhecimento raro por décadas de compromisso com o povo sherpa.
Morre em Auckland em 11 de janeiro. Seu trabalho prossegue por meio do Himalayan Trust.
A conversa continua
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